política

CPI da Sogil é matar ou morrer em Gravataí; O risco da Câmara como vilã

Dilamar Soares é o principal alvo da oposição, que lhe ofereceu até presidência da CPI

O artigo CPI da Sogil: ’Temos a sétima assinatura para abrir CPI’, diz Ávila; O poker face e os vereadores alvos da oposição repercutiu na Câmara de Gravataí. Entre o matar e o morrer, a CPI seguirá no limbo, e não deve ser instalada até o recesso parlamentar, as férias dos vereadores, dia 20. Nem em 2022. Explico.

O vereador Alex Peixe (PTB), que é da base do governo, diz que não assinará a CPI.

Independente, mas parlamentar mais próximo ao prefeito Luiz Zaffalon (MDB), Dilamar Soares (PDT), que é outro alvo da oposição, não fala sobre a ‘pauta-bomba’.

Já o líder da bancada do PSD Cláudio Ávila garante ter a assinatura necessária para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar se a Sogil estaria ‘financiando’ o transporte intermunicipal com os subsídios da Prefeitura para as linhas municipais; o que seria, no mínimo, uma fraude contábil.

Ávila levanta a suspeita de que a “estruturação conjunta (funcionários, insumos e espaços físicos), especificamente em relação aos seus custos, não são rateados entre a prestação de serviços municipal, intermunicipal e particular”.

O proponente quer, com a CPI, confirmar cálculos que já apresentou na Câmara de que, entre 2020 e 2021, a média de arrecadação da empresa chegará a R$ 13 milhões, com lucro acima da média de outros contratos do setor (12% sobre o faturamento anual), o que tornaria desnecessários subsídios públicos.

Já assinaram, além de Ávila, Anna Beatriz da Silva (PSD), Bombeiro Batista (PSD), Clebes Mendes (MDB), Fernando Deadpool (DEM) e Thiago De Leon (PDT).

– No início do ano votei a favor do subsídio para congelar a passagem. Foi um bom negócio para a Prefeitura, mediado em acordo judicial para respeitar o contrato – argumenta Peixe, referindo-se ao subsídio de R$ 5 milhões para repor perdas da concessionária e manter a passagem em R$ 4,80.

– Também apoio o projeto que vai reduzir as tarifas em pelo menos R$ 1. Não é “dar dinheiro” para Sogil e sim garantir a tarifa mais baixa da região metropolitana, o que atrai investimentos para Gravataí e é bom para trabalhadores mais pobres e empregadores, porque barateia o vale transporte – diz o vereador, sobre o Projeto de Lei 99, que deve ser votado na próxima semana reduzindo a tarifa a R$ 3,80.

– Não vejo necessidade de CPI – conclui.

– Como qualquer grande tema, sigo estudando diariamente – despista Dilamar.

A estratégia da oposição revelei segunda: após protocolar a CPI na sexta-feira passada, Ávila enviou mensagem de WhatsApp a Dila oferecendo a presidência e o que chamou de “controle político” da comissão.

A formação da comissão com Dila como representante do PDT – e não Thiago De Leon – e mais o MDB, garantiria um “2 a 1” sobre o PSD no relatório final. O vereador também se comprometeu a manter a investigação “técnica e não política”.

Dila ainda não disse “sim” ou “não”.

Inegável é que foi inteligente o movimento de oferecer a presidência da CPI para Dila.

Apesar de hoje ser um dos articuladores junto a Zaffa do PL 99, sob a justificativa de que reduz tarifa para empregados e empregadores, o vereador votou contra o subsídio de R$ 5 milhões em fevereiro.

E é um político notoriamente honesto, o que daria credibilidade às investigações.

O que é uma bênção e uma maldição.

Reputo a CPI da Sogil é matar ou morrer.

Aberta, mesmo que não se achar nada de errado, se não entregar a cabeça da Sogil numa bandeja, restarão todos os integrantes da CPI condenados pelo Grande Tribunal das Redes Sociais:

– Se venderam!

Dila, como presidente, seria o principal alvo.

Por isso aposto que, além de evitar expor seu amigo Zaffa, também por autopreservação Dila não embarcará na aventura da CPI.

Segunda, em Por que CPI da Sogil nasce morta em Gravataí, sepultei a CPI.

Sem torcida ou secação, sigo duvidando da confirmação de uma sétima assinatura.

Ávila e Dila só trocam poker faces.

Partindo do pressuposto de que há um interesse genuíno dos 21 vereadores em buscar o melhor para a população, a CPI pode ser ruim para vereadores de governo, mas também para os de oposição.

CPI é garantia de política. De técnica, não.

Publicamente, nada menos do que tudo bastará à Gravataí que exageradamente desgosta da Sogil.

Alguém se arriscará a ser o vilão?

 

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