opinião

CPI arquivada em Cachoeirinha. Outra também será; reputações em pedaços

Edison Cordeiro, presidente Câmara de Cachoeirinha, adiou votação da segunda CPI

A Câmara de Cachoeirinha votou pelo arquivamento da CPI da SKM e adiou para esta terça a votação da CPI dos Pardais, em sessão de durou sete horas nesta segunda.

O prefeito Miki Breier está livre de mais um processo que poderia levar à cassação de seu mandato.

Pelos mesmos 9 a 7 a investigação sobre os controladores de velocidade também deve ser rejeitada amanhã.

Ao fim, apresento os votos.

Antes, analiso.

Como tratei no artigo Não, não vamos fechar a Câmara de Cachoeirinha; CPIs adiadas, em nenhum momento questiono o papel fiscalizador do parlamento.

Os apontamentos que faço são em relação ao momento das CPIs, às vésperas da eleição e depois de uma tentativa fracassada de golpeachment, e cujas personagens de luz e sombra podem ser enquadrados, umas menos, outros mais, como ‘Situação B’.

Tanto na CPI da SKM, quanto na ‘CPI dos Pardais’, temos entre artífices políticos que estavam no outro lado do balcão, com assinatura e tudo, e hoje são os fiscalizadores de si próprios!

Não há como evitar ao menos a suspeita de que se tramava um golpe político. Por que não investigaram antes?, é a pergunta que fica.

Mesmo com o arquivamento, o que foi apurado, muito com base em mais de R$ 50 mil investidos pela Câmara em consultorias, pode ser encaminhado para o Ministério Público.

Se os órgãos competentes, e com técnicos especializados, detectarem irregularidades, apresentarem denúncia e a justiça aceitar, que os responsáveis sejam punidos, tenham seus direitos políticos suspensos, restem com candidaturas impugnadas e devolvam um Real, ou o tal meio milhão, que oposicionistas tiraram do ‘bolso do colete’ como a cifra referente aos supostos pagamentos ilegais à prestadora de serviços.

Como já opinei: vereadores não são policiais, mesmo que policiais possam ser políticos. E o julgamento em CPIs é, invariavelmente, político. Impeachments têm como base lei de 1967 do ditador Castelo Branco. Por isso sempre tenho cautela com, do lado que for da ferradura ideológica, qualquer flerte com a cassação do voto que foi depositado na urna para o prefeito, vice, ou mesmo os vereadores.

Ao fim, o pau já está pegando no ‘Grande Tribunal das Redes Sociais’. Mas não é só o MBL ou páginas de Facebook oposicionistas que criticam os políticos. Há ataques pesados entre os próprios vereadores. Post feito por Ibarú Rodrigues compartilha foto dos colegas contrários à CPI com o texto “A CPI que virou em pizza: CPI da limpeza urbana foi rejeitada graças a esses vereadores que querem manter a sujeira embaixo do tapete!”.

Assim, em tempos os quais o mau humor do eleitor não permite aos políticos nada além da presunção de culpa, a política de Cachoeirinha restará em pedaços. Não de pizza, mas de reputações.

 

OS VOTOS

: Contra: Brinaldo Mesquita (MDB); Cristian Wasem (MDB); Deoclécio Melo (Solidariedade); Felisberto Xavier (PV); Fernando Medeiros (PDT); Joaquim Fortunato (PSB); Jussara Caçapava (PSB); Paulinho da Farmácia (PDT) e Manoel D´Ávila (PDT).

A favor: Alcides Gattini (MDB); Duda Keller (Republicanos); Ibaru Rodrigues (PSB); Jacquline Ritter (PSB); Marco Barbosa (PSB); Nelson Martini (PTB) e Rubens Otávio (MDB).

* O presidente Edison Cordeiro (Republicanos) só precisaria votar em caso de necessidade de desempatar a votação.

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