crise do coronavírus

Contágio e mortes explodem em Gravataí; E o ’Carnaval da COVID’ vem aí

UTI COVID | Foto Agência Brasil

A COVID-19 explodiu em Gravataí. A média de infectados e vidas perdidas mais que dobrou em fevereiro em relação ao janeiro, mês pior que dezembro, como detalhei em Pandemia piorou em janeiro em Gravataí; O tsunami chegando.

O Seguinte: teve acesso a informações que circulam entre técnicos da Secretaria Municipal da Saúde que antecipam a reabertura de leitos de retaguarda no Pronto Atendimento 24 Horas. Há lotação nas UTIs e leitos covid e superlotação em não-covid.

Conforme às mensagens de WhatsApp a que tive acesso, 15 atuais leitos da psiquiatria serão isolados para uso de pacientes com COVID-19 que saíram de UTIs.

Parte da estratégia também é manter aberto o HC, como reportei em Gravataí tenta manter Hospital de Campanha sem recursos federais; UTIs covid lotadas e não-covid superlotadas.

– Ainda estamos finalizando a estratégia – disse o secretário da Saúde Régis Fonseca, ao Seguinte:, ao não confirmar, confirmando.

A troca de mensagens pelo WhatsApp, que circulou entre profissionais de saúde, tem como título INFORMAÇÃO URGENTE.

A ‘ideologia dos números’ recomenda ação.

Fevereiro começou com 10.022 infectados desde março e, em 18 dias, já são 13.318. Até às 18h desta quinta são 3.296 casos, o que corresponde a 183 por dia e a 7.6 por hora. No mês são 58 vidas perdidas (293 no total), ou 3.2 por dia. Para efeitos de comparação, a média de janeiro foi de 1.3 infectados e 0.80 mortes por dia.

246% de crescimento!

Nas UTIs covid, a ocupação cresceu de 83.6 para 94.7 em 18 dias. Há hoje 1 leito disponível apenas. 12 leitos de enfermaria covid estão ocupados. Nos 10 de observação covid, há 18 pacientes.

As 10 UTIs não covid estão ocupadas. Nos 14 leitos da emergência, há 53 pacientes para 14 leitos, o que significa pessoas em macas, cadeiras de rodas, sentados no chão ou escorados nas paredes.

Não é só em Gravataí. A curva de contágio no Rio Grande do Sul só faz crescer e a média diária de mortes é maior que a brasileira.

Ao fim, se fosse na Liga Independente das Escola de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), a expectativa seria de que vai piorar nas próximas semanas, com a evolução da ‘Ala da UTI’ perdendo pontos, tantos integrantes aglomerados por metro quadrado no ‘Carnaval da COVID’.

 

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