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Como preocupação da China com nova onda da covid afeta a GM de Gravataí; Fábrica segue em ’férias coletivas’

Fábrica da GM de Gravataí está em férias coletivas desde 21 de fevereiro

Enquanto tiramos as máscaras, a política de ‘covid zero’ da China frente a uma nova onda ameaça a General Motors de Gravataí, como tenho insistido em artigos como GM em férias coletivas; Como a China pode salvar Gravataí em caso de pinote do Brasil.

Nas notas oficiais a montadora sempre justifica as ‘férias coletivas’ até a próxima segunda-feira como “parada técnica para atualizações na linha de produção”.

Os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos, vão dando razão à minha apuração. Hoje, GZH publicou "Novo lockdown na China alerta cadeia global de eletrônicos travada há mais de um ano – De carros a celulares, fábricas têm suspendido periodicamente a produção por escassez de peças".

Em seu artigo a jornalista Giane Guerra reporta que a China bloqueou parcialmente as cidades de Xangai e Shenzhen por uma semana para combater salto repentino nos casos de covid-19. São os principais centros de fabricação de eletrônicos do país, o que eleva o temor de problemas maiores para a cadeia de suprimentos.

Segue: “A crise dos semicondutores marcou 2021 e havia expectativa de que a situação melhorasse. De carros a celulares, fábricas suspendem periodicamente a produção por escassez de peças. Inclusive a fábrica da General Motors (GM) no Rio Grande do Sul. Falta de modelos e alta de preços viraram rotina para os consumidores”.

Conforme a nota, em Shenzhen, importante porto e centro tecnológico ao sul da China, foram colocadas 17,5 milhões de pessoas em lockdown. Serão feitas três rodadas de testes em massa.

A gigante taiwanesa do setor eletrônico Foxconn, principal fornecedora da Apple, informou a suspensão de operações em Shenzhen, porque o confinamento afeta o funcionamento de suas fábricas. Disse ter transferido a produção para outros centros.

A jornalista cita informação do coordenador da Corona-ômica, o virologista Fernando Spilki:

– Estamos atentos a isto e a novas elevações na Europa também. Ainda sem nenhuma informação sobre o vírus que circula nesse surto. Provável ramificação de Ômicron.

Ao fim, as perdas econômicas para Gravataí já reportei em artigos como Por que a GM de Gravataí pode parar em 2022; Perdas na pandemia somaram 50 milhões e Confirmado: GM vai parar em Gravataí; Custa 5 reais por minuto. A pandemia provocou perdas de pelo menos R$ 50 milhões em impostos que retornariam em 2022 aos cofres da Prefeitura.

Em uma média, o complexo automotivo que tem 5 mil funcionários, incluindo as 18 empresas sistemistas, ficou completamente parado por 10 meses entre 2020 e 2022. São cinco reais perdidos por minuto; R$ 5 milhões a cada mês.

Essa redução na produção corresponde a 40% dos R$ 200 milhões recebidos de todos os impostos recolhidos pelo município.

Mas, principalmente, e como incomodo em artigos como Gravataí e Cachoeirinha vão tirar a máscara como Porto Alegre; É debate para o momento? O que governo e oposição querem ’vender’? O chato, a pandemia não acabou; ‘lá’ ou ‘aqui’. Em Gravataí a média é de 3h infectados por hora e 1 morte por dia.

Nesta segunda o cientista Miguel Nicolelis, com muito mais acertos que erros nas previsões sobre a crise da covid, tuitou: “China dá sinais de estar enfrentando uma nova onda que pode ser igual ou pior a original. Shenzhen parece ter decretado lockdown total e Shanghai fechando escolas e transporte coletivo além de desvio do tráfego do seu porto e aeroporto internacional. Mais um sinal que não acabou!”.

 

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