política

CC da Câmara de Gravataí não vacinou; O berrante da ’ideologia dos números’ da covid

Câmara de Vereadores de Gravataí

CC da Câmara de Gravataí não tem imunização contra covid-19. Nem primeira, nem segunda dose. Significa que, se você for aos gabinetes dos vereadores, pode ser atendido por uma pessoa não-vacinada.

Reputo covidiotia, absurdo, ilógico, egoísta se agarrar ao negacionista e não fazer sua parte no enfrentamento ao vírus mesmo ao assessorar vereador, que entre suas prerrogativas fiscaliza a saúde, cobra leitos e etc.

É dos Grandes Lances dos Piores Momentos porque a ‘ideologia dos números’ comprova que a vacinação funciona e a pandemia não terminou; ainda mata um gravataiense a cada dois dias.

Insisto desde Prefeito Zaffa, não ouça negacionistas: se Câmara barrar, apresente o ’passaporte vacinal’ em Gravataí; A vida não tem partido que a Prefeitura e a ‘casa do povo’ deveriam dar exemplo e exigir a vacinação de vereadores e funcionários, concursados ou de indicação política. 

Bastaria o presidente Alan Vieira (MDB) e o prefeito Luiz Zaffalon (MDB) publicarem decretos, como fez Miki Breier (PSB) em Cachoeirinha, e reportei em Miki acerta ao ’obrigar’ funcionalismo a vacinar contra covid em Cachoeirinha; Os 25 mil covidiotas.

A infecção da burocracia política – ou negacionismo? – também não permitiu a votação na Câmara do projeto de lei que cria o passaporte vacinal em Gravataí, apresentado em agosto pela vereadora Anna Beatriz da Silva (PSD), como tratei em artigos como Projeto cria ’passaporte vacinal’ em Gravataí; Só vacinado no bar, no restaurante, na festa e na academia

Fato é que o legislativo não se inclui nos cinco grupos de atividades considerados como de alto risco de contaminação pelo passaporte vacinal instituído no Rio Grande do Sul pelo governador Eduardo Leite (PSDB) em outubro, que vale para festas e eventos, como detalhei em Onde Bolsonaro não pode entrar em Gravataí; O ’passaporte vacinal’.

Mas, por outro lado, Gravataí não tem 90% da população com esquema vacinal completo o que, conforme o Gabinete de Crise do RS, automaticamente eliminaria a cobrança do passaporte vacinal para iniciativa privada.

São 78,6% da população adulta com primeira e segunda dose. Do mesmo público, 88,6% apenas com a primeira imunização.

Da população em geral, 73,3% tomaram uma dose e 62% tem esquema vacinal completo.

São dados melhores que a média brasileira, que é de 59,75% da população com esquema vacinal completo; do que os EUA (57,62%); e igual a Alemanha e Inglaterra – que experimentam uma quarta onda da doença.

A ‘ideologia dos números’, ou ‘ideologia da ciência’ toca o berrante de que a vacina funciona; e Gravataí e Cachoeirinha inclusive fecharam seus hospitais de campanha pela queda de internações.

Desde o início da pandemia em março de 2020 são 25.253 casos com 966 vidas perdidas. A média diária de casos foi de 18 em novembro, queda em relação a outubro (25). Para efeitos de comparação, junho registrou 37.4.

Os óbitos diários de novembro (0.5) ficam abaixo da média de outubro e setembro (0.6). Em agosto foi de 0.8; julho 1.3; junho 2.3 e março, o pior mês da pandemia, 6 a cada 24 horas.

Significa que ainda temos uma vida perdida a cada dois dias, como Caio Ciarelli dia 28, aos 66 anos, empresário querido de tantos que tinha tomado as duas doses.

A vacina não elimina a covid. Mas diminui a força da doença e as internações. Nos últimos três meses há leitos covid vagos, de UTI e enfermaria, no hospital Dom João Becker/Santa Casa.

– Adotamos o passaporte nos mesmos moldes do governador. Novembro teve diminuição de casos, internações e óbitos. Seguimos com avaliação permanente do cenário e atentos aos possíveis efeitos da nova variante, sempre indicando a necessidade da vacinação maciça de nossa população – disse ao Seguinte:, nesta sexta-feira, o secretário da Saúde Régis Fonseca, assim como Zaffa, um entusiasta do “só a vacina salva”.

Já Anna Beatriz, autora do projeto do passaporte vacinal municipal, critic ou Seguinte: a demora para votação:

– Lamento projeto tão importante quanto o passaporte vacinal ter sido apresentado em 18 de agosto e ainda aguardar parecer de comissão que deveria ter sido dado até 8 de setembro. É discussão fundamental para preservação da vida, ainda mais diante da ameaça da nova variante ômicron e da proximidade das festas de fim de ano. A vacina é a melhor arma contra pandemia.

Ao fim, conforme pesquisa do Instituto Datafolha, 8% da população brasileira ainda se nega a tomar a vacina.

Do público vacinável corresponderia a cerca de 25 mil gravataienses e cachoeirinhenses potencialmente negacionistas.

Assusta quando você conhece um rosto.

Ainda mais uma pessoa atendendo ao público; não isolada numa caverna.

Alan e Zaffa poderiam ser o preso liberto da alegoria da Caverna de Platão e, mesmo que por decreto, dar uma forçada para negacionistas do serviço público conhecerem a luz.

Ou pedirem demissão.

Previsão legal há. O Supremo autoriza. Ainda estamos sob os efeitos da lei de calamidade 13.979, de 6 de fevereiro de 2020.

 

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