crise do coronavírus

Casos de COVID não suspendem aulas em Gravataí; ’Em escola não há surto’

Cerro Azul passou por desinfecção como a escola da foto em Cachoeirinha

Casos da COVID-19 assustam a comunidade escolar da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cerro Azul, em Morungava, distrito de Gravataí. O número de alunos diminuiu quase pela metade após a direção da escola avisar as famílias. A Prefeitura, que orientou pela manutenção das aulas presenciais, não classifica o episódio como ‘surto’.

As aulas na rede pública municipal foram retomadas dia 4 para os alunos da educação infantil, 1º e 2º anos do ensino fundamental; dia 10 para 3º, 4º e 5º anos e Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e dia 17 para alunos dos anos finais do ensino fundamental e do EJA.

Professores da Cerro Azul contaram ao Seguinte: que nas primeiras duas semanas de aulas presenciais já foram identificados quatro profissionais da educação infectados pelo novo coronavírus. Um dos casos é de paciente internado em estado grave no Hospital Padre Jeremias, em Cachoeirinha.

A comunicação para o professorado e funcionários foi feita pela direção da escola no domingo, por mensagem de WhatsApp, instalando o pânico.

– Pedimos a suspensão das aulas e testagem das pessoas que tiveram contato, mas a Prefeitura não aceitou – relata professor.

– A situação é absurda. Estamos todos com medo – conta outro professor.

A presidente do sindicato dos professores Vitalina Gonçalves visitou a Cerro Azul nesta manhã e depois reuniu o conselho geral. Nesta tarde a direção do SPMG tem agenda com o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) municipal.

– Queremos ouvir formalmente do COE que não há risco para comunidade escolar. Entendemos que a escola deveria ser fechada por pelo menos cinco dias para observar se há outros infectados e fazer um busca ativa de casos por meio de testagem – explica.

A vereadora presidente da Comissão dos Direitos da Criança e Adolescente da Câmara, Anna Beatriz da Silva, também visitou a escola nesta manhã.

O secretário da Saúde Régis Fonseca confirmou casos, mas não trata como ‘surto’.

– De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde só é considerado surto quando se observa a ocorrência de dois ou mais casos confirmados em instituições fechadas, não em escolas, onde os funcionários e alunos passam apenas uma parcela do dia – explica.

Conforme o secretário, não existe orientação do governo estadual para fechamento de escolas perante casos confirmados de COVID.

– A Secretária Estadual da Saúde é o órgão que o município se baseia para elaboração dos protocolos e para o qual encaminha todos os dados relacionados ao coronavírus – diz.

Régis Fonseca conclui que “segundo informe técnico do município, as condutas tomadas pela instituição estão adequadas”.

– A orientação é que os funcionários e alunos sintomáticos sejam afastados assim que apresentem sintomas, assim como os que possuem contatos domiciliares sintomáticos.

Ao fim, casos em escolas eram esperados, já que potencialmente envolvem um público superior a 100 mil pessoas relacionadas e profissionais da educação estão sendo vacinados a conta gotas, assim como restante da população vacinável, como tratei ontem em A vergonha da vacina a conta gotas: Gravataí e Cachoeirinha receberam metade de doses necessárias; A logística da incompetência.

Mas já são 33 as prefeituras gaúchas que não aceitaram a orientação da Secretaria Estadual da Saúde e suspenderam total ou parcialmente as aulas presenciais em razão do agravamento da pandemia e de escolas que fecharam as portas por casos de coronavírus em professores e alunos.

Nenhuma da Grande Porto Alegre, verdade.

Mas nesta quinta o Gabinete de Crise do Governo do Estado recomendou alerta do sistema ‘3 As’ de que a pandemia piorou para quatro regiões: Palmeira das Missões, Erechim, Santa Rosa e Uruguaiana.

Números estão crescendo novamente em estados de norte a sul do país, como Amazonas, São Paulo (52% nas últimas duas semanas) e a vizinha Santa Catarina.

Torçamos para Gravataí, Cachoeirinha, Porto Alegre e a região metropolitana restarem ilhas sanitárias e não serem as próximas da lista, como alerta com a chegada do “General Inverno” o cientista Miguel Nicolelis, em O ’caminho da extinção’: Gravataí volta ter mais nascimentos que óbitos; O Nostradamus da pandemia e a profecia da terceira onda.

Hoje, a ‘ideologia dos números’ mostra que nos primeiros 15 dias de maio, a média diária foi de 21 infectados e 2,7 óbitos. Ainda um ‘platô’ nas alturas do Morro Itacolomi, mas próximo aos melhores indicadores de 2021, como detalhei em Gravataí e Cachoeirinha: como estão números da COVID na estreia do ’3 As’; UTIs seguem lotadas.

Para efeitos de comparação, em abril os casos eram diagnosticados em uma média de 76/dia e as mortes passavam das 5 por dia.

Em março, pior mês da pandemia, as mortes chegaram a 6,5 a cada 24h, como detalhei em A virulência da COVID em Gravataí: O mês que teve mais mortes que nascimentos.

Os índices ainda são superiores a janeiro e fevereiro, que tinham média próxima a 2 vidas perdidas por dia pela COVID-19.

 

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