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Camelódromo do Centro de Gravataí vai ser trocado por cadeia

Governo do Estado quer retirar camelôs do Centro de Gravataí e vender área | Foto ARQUIVO

O histórico camelódromo do Centro de Gravataí, que fica na esquina da Av. José Loureiro da Silva com Ary Tubbs, pode ser trocado por uma cadeia. A área pertence ao governo gaúcho, que possui 12.153 imóveis, o que o faz o maior proprietário desse tipo de bem na Região Sul do Brasil. 

A negociação foi revelada por GZH na manhã desta quinta-feira.

É polêmica certa. Desde 2018 está suspensa liminarmente ação de reintegração de posse que começou a tramitar em 2016, quando o governo estadual manifestou interesse de vender a área avaliada em R$ 1,6 milhão e que abriga 18 bancas que há quatro décadas funcionam com alvarás provisórios, o que tratei pela última vez em TJ suspende desocupação do camelódromo de Gravataí.

Reproduzo trecho da reportagem do jornalista Jocimar Farina: Nova cadeia em Porto Alegre será trocada por camelódromo da Região Metropolitana – Obra que promete dar fim à improvisação de presos já deveria ter começado.

 

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Mais um passo foi dado para tirar do papel uma nova cadeia em Porto Alegre. O local vai receber presos temporários que hoje precisam ser mantidos em viaturas ou delegacias de polícia.

Como pagamento pela realização da obra, a empresa Verdi recebeu uma lista de 20 imóveis de propriedade do governo gaúcho. A construtora propôs erguer o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) em troca do camelódromo de Gravataí.

O valor do imóvel pretendido pela construtora, localizado no centro da cidade, é de R$ 1,18 milhão. A empresa aceita receber a área mesmo sem a desocupação do terreno, que é ocupado de forma irregular pelos comerciantes.

Também foi incluído no pedido da empresa um e imóvel na Avenida Assis Brasil, no bairro Passo D`Areia, pelo valor de R$ 1,13 milhão. Dessa forma, a construtora estará recebendo imóveis avaliados, pelo preço mínimo, em R$ 2,31 milhões. 

A proposta foi analisada em 2 de junho e já recebeu aprovação por parte do Comitê Gestor de Ativos do Governo do Estado. O material também está passando por análise da Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão e da Procuradoria Geral do Estado. 

A construção do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) foi anunciada em 2019 e deveria ficar pronta até o fim de 2021. Com prazo de execução de oito meses, a obra deveria ter começado em abril.

A promessa é que, quando pronto, o espaço tenha 708 vagas e funcione como local de passagem para pessoas detidas, com acompanhamento do Judiciário e de outros órgãos, antes do ingresso definitivo no sistema prisional.

A Verdi já construiu presídios em Canoas, Porto Alegre, Bento Gonçalves, Guaíba e Sapucaia do Sul. Por este último, a empresa recebeu em troca o terreno do antigo ginásio da Brigada Militar, na esquina da Avenida Ipiranga com a Silva Só, na Capital.

O Nugesp contará com participação de órgãos envolvidos no sistema penitenciário, como BM, Defensoria Pública, Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil e Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

Funcionará como espécie de “local de passagem” para presos da Região Metropolitana, com diversas repartições, como local para audiência de custódia e celas para pessoas detidas e que aguardam vaga no sistema prisional.

O Nugesp será construído em terreno localizado aos fundos do Instituto Psiquiátrico Forense e no entorno do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre. O complexo contará com 708 vagas.

Estão previstos quatro módulos masculinos e um feminino, mantendo a separação. No projeto, também há previsão de espaços e atendimento especializado de pessoas presas integrantes de grupos vulneráveis.

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