política

Cachoeirinha sem limites: Qual problema da primeira-dama fazer festa com amigas?; As ’famílias de bem’ e o linchamento virtual

Post de primeira-dama de prefeito afastado Miki Breier foi criticado por adversária política nas redes sociais

A razia da política soltou os monstros, testemunhamos diariamente. No Grande Tribunal das Redes Sociais não se permite aos políticos – e suas famílias – nada além da presunção de culpa. Reputo, para além de lamentável, perigoso o uso de postagem pessoal da primeira-dama Vanessa Morais para fazer oposição ao prefeito afastado Miki Breier (PSB).

Rose de Paula – candidata a vereadora que fez 177 votos em 2020, que sempre considerei uma apoiadora sensata (apesar de bolsonarista) do Delegado João Paulo, terceiro colocado na eleição para a Prefeitura – postou em suas redes sociais vídeo publicado por Vanessa dançando com amigas em uma festa caseira.

Escreveu:

– CACHOEIRINHA PEDE SOCORRO. Sem noção do que representa,…..a primeira dama de Cachoeirinha faz festerê, e o povo….ohhhhh…. Sem água, sem ônibus, sem saúde. #faltaderespeito #foramiki #cachoeirinha #justicasejafeita

Pergunto: qual o crime da primeira-dama em reunir amigas “das antigas”, como postou?

Fosse Miki, ok, a crítica até seria aceitável. Afinal, é o prefeito eleito e está afastado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça sob suspeita de corrupção.

Assim como critiquei o prefeito em exercício, Maurício Medeiros (MDB), por tirar férias no pior momento da história política de Cachoeirinha, como analisei em Prefeito não deveria sair em férias agora; O Titanic Cachoeirinha.

É também ele eleito e parte responsável na crise política que tem vilões em governo e oposição, como tratei em Do Fora Miki ao Fora Povo: Ex-candidatos a prefeito pedem renúncia de prefeito afastado; Pobre Cachoeirinha!.

Mas, seja Miki culpado ou inocente, Vanessa não foi eleita para nenhum mandato e não responde como investigada nas operações Proximidade e Ousadia, do Ministério Público, que afastaram o prefeito.

Não vi a mesma régua usada por Rose de Paula para seu mito, Jair Bolsonaro, nas tantas que fez como chamar gripezinha o que mata familiares, amores de alguém; ou debochar de gente sem ar com a covid-19; ou então passear de jet-ski enquanto pessoas se afogavam em enchentes e deslizamentos.

O deprimente da república sim, foi eleito. E carrega a força das palavras que, principalmente em um país deseducado como o Brasil, vem pendurada na faixa presidencial – e palavras matam!

Alerto, cuidado: na Cachoeirinha sem limites a agressão física pode ser a próxima fase do linchamento virtual. E, Rose, hoje, querendo ou não, uma política, pode sobrar patada para os dois lados da ferradura ideológica na campanha eleitoral deste ano.

Ao fim, esse episódio me lembra diálogo de peça de Nelson Rodrigues, que hoje seria ‘cancelado’, pelo seu tom de preconceito para alertar sobre comportamentos das ‘famílias de bem’:

– Todo mundo tem seu preço. Toda a família tem um momento que começa a apodrecer. Percebeu? Pode ser a família mais decente, mais digna do mundo. Lá um dia aparece um tio que é pederasta, um pai que é ladrão, um cunhado que é louco. Tudo ao mesmo tempo, tá ouvindo Edgar?

– Acaba.

– Com a minha autoridade de bêbado te digo: a família da minha mulher, da tua noiva começou a apodrecer. Nós, eu, você também Edgar.

 

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