política

Bomba na eleição para Presidência da Câmara de Gravataí!; É MarxDonalds, Caim e Abel

Dilamar Sores é vereador reeleito para o terceiro mandato

Printe & Arquive na Nuvem.

Dilamar Soares (PDT) é o favorito para ser o próximo presidente da Câmara de Gravataí em uma articulação do atual prefeito Marco Alba (MDB), que reputo o ‘Grande Arquiteto’ da política da aldeia e também do futuro governo Luiz Zaffalon (MDB).

– 99% certo – crava fonte, em off, sob condição de anonimato, já que ninguém fala em on sobre eleição para a presidência da Câmara, ou senta antes na cadeira, tal as históricas idas e vindas até os votos estarem contados.

A eleição acontece na Câmara após a posse do prefeito, vice e vereadores, a partir das 15h do dia 1º de janeiro.

Fato é que a divisão da presidência para os anos da legislatura 2021-2024 já está definida conforme o número de votos dos partidos governistas: MDB em 2021, PSB em 2022, MDB em 2023 e PP em 2024.

Dos partidos da coligação Gravataí Não Pode Parar (REPUBLICANOS / PP / PSL / MDB / PTB / PSDB / PSB / PRTB) que tiveram vereadores eleitos, ficam de fora o PSDB, que terá dois parlamentares, além do Republicanos e do PTB, com um cada.

A jogada de Marco Alba e Zaffa será oferecer o primeiro ano do MDB para o PDT dos vereadores eleitos Dilamar, Bino e Thiago de Leon – e também dos que se despedem dia 31, Rosane Bordignon e Wagner Padilha; além da terceira colocada na eleição para a Prefeitura, Anabel Lorenzi, e do adversário no ‘GreNal Político da Aldeia’, o ex-prefeito e ex-deputado estadual Daniel Bordignon.

A conta da política é simples.

Conforme as urnas, o governo Zaffa começa janeiro com 12 vereadores na base: Márcia Becker (MDB), Alan Vieira (MDB), Alison Silva (MDB), Claudecir Lemes (MDB), Carlos Fonseca (PSB), Roberto Andrade (PP), Fábio Ávila (Republicanos), Demétrio Tafras (PSDB), Paulo Silveira (PSB), Mario Peres (PSDB), Evandro Coruja (PP) e Alex Peixe (PTB).

A oposição tem 9: Bombeiro Batista (PSD), Fernando Deadpool (DEM), Thiago de Leon (PDT), Anna Beatriz (PSD), Bino (PDT), Claudio Ávila (PSD) e Dilamar (PDT), além dos dois reeleitos pelo MDB, Clebes Mendes e Nadir Rocha, que enfrentam processos de expulsão.

A composição com o PDT garante se não a certeza ao menos a possibilidade do governo Zaffa ter os 3 votos do partido de Bordignon em ‘pautas-bomba’, como as votações da reforma da previdência municipal e da atualização da planta de valores do IPTU; além de garantir a Marco Alba a aprovação das contas de 2019 e 2020.

Seriam 15 votos em 21.

Para aprovar projetos normais são necessários 11 votos. Para as ‘pautas-bomba’ de Previdência e IPTU, é preciso 14 votos, o chamado quórum qualificado.

Projetando a política como a mais antiga das profissões, como dizia Millôr, CPIs podem ser abertas com 7 assinaturas. Com a arquitetura de Marco Alba, a oposição ficaria com apenas 6 votos, inviabilizando investigações políticas.

Cassações são possíveis com 14 votos, assim como reprovação de contas, que foi o que aconteceu em 2019 com a participação dos vereadores rebeldes do MDB e tratei pela última vez em TCE suspende rejeição de contas; Marco Alba pode voltar à Prefeitura em 2024.

Dos Grandes Lances dos Piores Momentos é que a composição, que ideologicamente é ‘MarxDonalds’ (Zaffa se apresentou como "sou o candidato de direita"; Anabel era 'A Esquerdista do Ano'), certamente será tipo Caim e Abel. Parte do debate será travada entre irmãos, reclamando (nunca ao mesmo tempo) ao ouvido direito e esquerdo da dona Margarida, na cozinha da casa da matriarca às margens da ERS-118.

Posso imaginar Dimas Costa (PSD), segundo colocado na eleição para a Prefeitura, criticando o PDT, e o irmão Dilamar, Anabel, os Bordignons & Cia. por se aliar ao governo e ao MDB, mesmo que ainda não haja uma participação em cargos na Prefeitura.

– Se venderam!

Seu candidato é Bombeiro, como tratei em Bombeiro lançado à presidência da Câmara de Gravataí; ’Reis do Ringue’, com UFC ou Telecatch, é dia 1º. Aí, confirmando a eleição de Dilamar, é Telecatch, não UFC.

Por outro lado, é previsível Dilamar argumentar que a composição, além de garantir o comando do Poder Legislativo ao PDT de Anabel, Bordignon & Cia., mostra grandeza política na discussão de inevitáveis temas da cidade, sem ser ‘contra tudo que está aí’, como o irmão, Dimas.

– Não entendeu as urnas. Isolado está morto!

Reputo a aproximação – que antecipei os primeiro indícios em O dia em que Bordignon votou com Marco Alba; no Black Friday da política, 20 virou 0 no reajuste para o funcionalismo de Gravataí – uma mistura de duas composições improváveis ocorridas nas últimas semanas: na Assembleia, PT e PSOL votaram com o PSDB de Eduardo Leite na reforma tributária; em Porto Alegre, aliados do prefeito Sebastião Melo (MDB) fizeram um acordo com o PDT e excluíram PSOL, PT e PSDB do rodízio na presidência da Câmara.

Ao fim, seja doce sabor de ser oposição ou governo, só não apliquem autoelogios ou acusações de nova ou velha política. É política, seja qual for o lado da ferradura.

 

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