crise do coronavírus

Apagão das vacinas em Gravataí e Cachoeirinha: a culpa é de quem; Por que faltou Coronavac

Gravataí e Cachoeirinha aguardam remessa de Coronavac suficiente para cobrir segunda dose

Coitados dos prefeitos!

Não só Luiz Zaffalon e Miki Breier, de Gravataí e Cachoeirinha, mas todos os responsabilizados pela vacinação a conta gotas contra a COVID-19.

Nesta polêmica, são o estagiário aquele que como pagamento por fazer o serviço dos outros recebe nada menos que a culpa.

Se testemunhamos dias de nada recomendáveis filas em postos de saúde, idosos na geada ou gente dormindo dentro de carros para receber a segunda dose da Coronavac, os vilões de turno são os alcaides no Grande Tribunal das Redes Sociais.

Afinal, quem manda pisarem no mesmo chão dos eleitores e comprarem no super ou no mercado da aldeia, bem distante de ministros da saúde especialistas na incompetência da logística, ou experts na competência do ‘não é comigo’.

Nesta crítica, aceito uma concessão parcial de habeas corpus ao governador Eduardo Leite, apesar de como bom tucano estar sempre empoleirado no muro, equilibrando-se entre um lado onde pinga sangue (ou falta ar), e outro no qual sobra ódio.

Fato é que há promessa de chegarem 188,8 mil doses de CoronaVac ao Rio Grande do Sul nesta terça-feira. É o suficiente para colocar em dia o esquema vacinal de quem está com segunda dose em atraso. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), hoje, esse número é de 179.330.

Gravataí já vacinou 87 mil pessoas. Aguardam a segunda dose 11.143. Em percentuais, 21,13% do público vacinável recebeu a primeira dose e apenas 9,06% a segunda.

Em Cachoeirinha 30 mil pessoas receberam a primeira dose e apenas 9 mil a segunda, conforme dados de sexta-feira.

– Estamos com as equipes prontas. É chegar as doses e vacinar – garante o secretário da Saúde de Gravataí, Régis Fonseca, que explica que a estratégia é vacinar conforme a data da primeira dose, e não a idade, para dar mais segurança da eficácia da Coronavac.

– Nós e Caxias estamos sempre disputando o primeiro lugar entre as 10 maiores cidades em velocidade de vacinação em relação às doses recebidas. Mas é difícil trabalhar com a imprevisibilidade. E, pior ainda, com a ameaça de ‘apagão’ da segunda dose – informa.

Conforme Régis, a segunda dose será retomada a partir de quem tomou a primeira em 3 de abril.

– Temos capacidade de vacinar até 2 mil pessoas por dia. Mas, para isso, é preciso receber as doses – informa o secretário da Saúde de Cachoeirinha, Juliano Paz.

O leitor pode estar se perguntando, por que não guardaram a segunda dose?

– Seguimos a orientação do Ministério da Saúde, que projetava ter vacinas suficientes. Com a falta de insumos vindos da China, houve a suspensão da produção da Coronavac – explicam os dois secretários, em palavras diferentes, mas com a mesma informação e cuidado político.

Sim, “cuidados políticos” porque polidos são os dois bons meninos. Receosos de retaliações que prejudiquem seu povo, nem Régis nem Paz chutam o cooler de vacinas na direção dos candangos que ocuparam Brasília.

Faço eu.

Quando ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo, que, não preciso explicar o porquê, lembra cada vez mais o “general de dez estrelas que fica atrás da mesa com o cu na mão”, aquela personagem de Faroeste Caboclo, de Renato Russo e a Legião Urbana, mandou estados e prefeituras usarem as vacinas porque queria fazer propaganda e alcançar percentuais altos de vacinação para justificar o mais de milhão de doses que o governo Jair Bolsonaro deixou de comprar antes das 500 mil vidas perdidas.

Não tinha nenhuma segurança de que o Brasil poderia produzir a segunda dose. O que piorou quando o mimado deprimente da república acusou de artífice de guerra biológica a China, além da origem dos principais insumos, nosso maior parceiro comercial, sob o constrangimento silencioso do novo ministro Marcelo Quiroga.

Em resumo, o governo federal mandou aplicar um número de vacinas que não permitiu guardar o mesmo número de segundas doses em relação às primeiras aplicadas.

Organizando a bagunça federal, Gravataí, depois do primeiro grupo, que noticiei em Com Supremo & tudo, Gravataí segue vacinação de professores sexta; A politicagem, o justo, Deus e a ciência, projeta voltar a vacinar profissionais da educação em geral no final da semana, após seguir avançando no grupo de comorbidades e imunizando a população de rua e apenados em regime semiaberto do Albergue Municipal, como determina o Plano Nacional de Imunizações.

Já Cachoeirinha segue vacinando todos profissionais da educação, aproveitando ter doses excedentes para dar conta das comorbidades e, principalmente, ter um ínfimo número de moradores de rua e nenhum apenado, como Gravataí.

– O prefeito (Miki Breier) mandou e estamos vacinando. Há 3 mil doses excedentes, então não precisamos suspender a vacinação de todos os profissionais da educação, tanto da rede pública quanto particular – explica Juliano Paz.

Para saber o dia a dia da vacinação recomendo ao leitor acompanhar o Facebook das prefeituras de Gravataí e Cachoeirinha, porque são as informações oficiais postadas instantaneamente assim que são definidas as estratégias.

Ao fim, o ‘apagão da vacina’ ameaça a segunda dose e a qualidade da imunização.

É preocupante porque enquanto temos imunizada apenas 5% da população vacinável (nada a ver com os 416 mil habitantes, e sim menos da metade disso), a Alemanha, conforme a Deutsche Welle, uma das principais produtoras de conteúdo de notícias alemã, informa que o país já “conta com necessidade de 3ª dose contra covid-19”, e, conforme o presidente de comissão nacional de vacinação, “o mais tardar no ano que vem”. 

O leitor já pensou que é preciso vacinar também no ano que vem e, talvez, no outro outro e outro?

Feliz de quem acredita em Deus neste Brasil, porque será preciso escalá-lo no gol, ou é um 7 a 1 na vida.

 

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