opinião

Acerta CPI ao entregar ao Ministério Público o que apurou em Cachoeirinha

Vereadores Nelson Martini, Rubens Otávio, Ibarú Rodrigues, Marco Barbosa, Jack Ritter e o presidente da Câmara, Edison Cordeiro

Vereadores da ‘Situação B’ entregaram ao Ministério Público de Cachoeirinha o relatório da ‘CPI da SKM’, arquivado por 9 votos a 7 nesta terça, como tratei pela última vez no artigo CPI arquivada em Cachoeirinha. Outra também será; reputações em pedaços.

Se apelidei de ‘amalucada’ – por potenciais investigados estarem no papel de investigadores – e critiquei a condução ‘napoleão de hospício’ da votação, agora elogio.

Corretíssimos estão os integrantes da comissão e vereadores oposicionistas de, ao considerar que há irregularidades na limpeza urbana, compartilhar os supostos indícios à promotoria.

Fiscalizar é o papel principal do legislativo.

E o MP, além da isenção, tem técnicos e peritos para investigar. A Câmara não. Tanto que gastou R$ 50 mil em consultorias e, mesmo assim, concluiu um relatório frágil, que confunde metros quadrados com quilômetros lineares, não apresenta a suposta cadeia de irregularidades e, convenientemente às vésperas da eleição, aponta para um único vilão: o prefeito Miki Breier.

Para mim era difícil dar credibilidade a uma CPI apresentada ‘coincidentemente’ após uma tentativa frustrada de golpeachment contra o prefeito Miki Breier e o vice Maurício Medeiros. Já tinha político relendo decreto lei de 1967, do ditador Castelo Branco, que permite impeachment sem provas, bastando apenas ter os votos necessários.

No MP é diferente.

Como já analisei em  Não, não vamos fechar a Câmara de Cachoeirinha; CPIs adiadas, se os órgãos competentes, e com gente especializada, detectarem irregularidades, apresentarem denúncia e a justiça aceitar, que os responsáveis sejam punidos, tenham seus direitos políticos suspensos, restem com candidaturas impugnadas e devolvam um Real, ou o tal meio milhão, que oposicionistas tiraram do ‘bolso do colete’ como as cifras referentes aos supostos pagamentos ilegais para prestadora de serviços.

Millôr contava sobre um advogado “tão canalha, que todos seus clientes eram absolvidos; os juízes partiam do princípio de que, para contratá-lo, só uma pessoa extremamente inocente”.

Uma analogia com o golpeachment e as CPIs é que, tão notória é a obsessão de políticos em cassar, ou desgastar o prefeito para tirar vantagem na eleição, que Miki só pode ser inocente.

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