crise do coronavírus

A culpa é da política, mas não só; COVID fecha muito, não tudo em Gravataí

Fecha muito, mas não tudo. O novo decreto de bandeira vermelha anunciado nesta sexta pelo prefeito de Gravataí segue o que havia antecipado ontem em Comércio de Gravataí e Cachoeirinha terá horário reduzido; Situação ’muito, muito preocupante’ tem 1 caso a cada 2h.

CLIQUE AQUI para acessar as tabelas de funcionamento do comércio.

O que faltou foi lockdown nas críticas aos políticos, ao menos nos comentários de internautas durante a live apresentada por Marco Alba e pelo secretário da Saúde Jean Torman.

É fenômeno nacional. Inevitável quando a adoção de medidas mais restritivas acontece um dia depois do segundo turno de eleições onde a abstenção foi a campeã de votos no país.

Reputo um compreensível mau humor. Que, apesar de hipócrita, não está de todo errado. Afinal, se a única estratégia contra o novo coronavírus é tomar cuidados sanitários individuais e evitar aglomerações – e por isso são decretadas restrições ao funcionamento do comércio – é ou não é a campanha política vilã da explosão do contágio, com uma nova infecção a cada 2 horas nos últimos 7 dias na Gravataí dos 8 mil casos e contando?

É, mas não só.

Da mesma forma que erraram militantes e políticos balançando bandeiras e trocando aerossóis nas ruas, vibrando como GreNal na frente de debate ou comemorando vitórias, cercados por jornalistas enlouquecidos cobrindo a campanha eleitoral, erram também os que estão nas ruas sem precisar, perambulam sem necessidade pelas lojas ou experimentam o ‘novo normal’ com cerveja em um bar da aldeia ou de beira da praia.

Fato é que, além da maior circulação com a necessária retomada de atividades no mundo todo por aqueles que não podem ficar em casa, cansamos, relaxamos e, no calorão, por vezes baixamos a máscara até o queixo.

Infelizmente, a virulência do vírus não perdoa. A taxa de propagação no Brasil é de 1.30. Cada 100 infectados contaminam 130.

Vilões à parte, algo precisava ser feito com urgência pelos governos. O número de internações é o maior desde o que era considerado o ‘pico’, no julho invernal. Nove a cada 10 leitos estão ocupados em Porto Alegre. Em Gravataí, é superlotação. Há gente sem ar em macas, cadeiras de rodas ou escorada nas paredes do Dom João Becker/Santa Casa, Hospital de Campanha e 24 Horas.

Sem torcida ou secação, é um ‘abre-e-fecha’ com o qual precisamos nos acostumar. Leitos foram criados como nunca, mas não há como formar equipes médicas por decreto. Profissionais estão no limite. E nenhuma vacina vai imunizar o mundo em menos de dois anos.

Ao fim, é simples. O ‘novo normal’ é novo. Não podemos ficar doentes ao mesmo tempo. Critique, se te faz bem. Os políticos estão aí para responder. Mas cuida bem se o covidiota só está na mesa do lado.

 

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