política

Vereador Deadpool contra Prefeitura de Gravataí: o vídeo e áudio que embasam ação indenizatória de 200 mil

Fernando Pacheco, o Deadpool, é vereador em primeiro mandato

O vereador Fernando Deadpool (União Brasil) inclui vídeo e áudio filmados pela sua assessoria entre as supostas provas na ação em que pede retratação e indenizações de até R$ 200 mil para a Prefeitura de Gravataí, o vice-prefeito Dr. Levi Melo (Republicanos) e médica envolvida em incidente na USF Barro Vermelho, caso que reportei pela última vez em Juiz de Gravataí nega gratuidade de justiça para vereador Deadpool em ação indenizatória de 200 mil contra Prefeitura; A ’síndrome do Pequeno Príncipe’.

O Seguinte: teve acesso à íntegra da ação que tramita na 4ª Vara Cível Especializada da Fazenda Pública de Gravataí e uma como exemplo a condenação imposta ao apresentador Danilo Gentili por ter utilizado suas redes sociais no objetivo de ofender a deputada federal Maria do Rosário (PT).

Clique aqui para ler a íntegra da ação, que começa apresentando a aparição de Fernando Pacheco como “herói de Gravataí” no Programa da Eliana, no SBT.

Clique aqui para assistir ao vídeo e ouvir áudio.

“… Por derradeiro, em vias de conclusão do verdadeiro objetivo de toda esta armação, que é retirar o Autor do parlamento municipal e da política, a Prefeitura de Gravataí envia ofício à Câmara de Vereadores reforçando as inverdades desde sempre contadas para fins de instruir a Processo junto à Comissão de Ética contra o Autor…”, diz trecho da ação, assinada pela advogada, Christine Randon Teixeira, que é ligada à equipe eleitoral do escritório do também vereador de Gravataí Cláudio Ávila e atuou na causa a qual o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou a ‘família do relho’, o deputado estadual Luis Augusto Lara e o irmão prefeito Divaldo Lara por uso da máquina pública de Bagé durante a eleição de 2018; o que reportei em A cassação do ’relho da hipocrisia’.

A ameaça de cassação se dá pelo prefeito Luiz Zaffalon (MDB) ter enviado à Câmara de Vereadores documentos relatando suposta falta de decoro na atuação do parlamentar, que motivaram relatório da Secretaria da Saúde, de empresa prestadora de serviços e, inclusive, registro de ocorrências policiais por profissionais da área entre 2021 e 2022, o que tem com pena máxima a cassação do mandato pela Comissão de Ética.

“… O vereador “Fernando Deadpool” é filiado ao Democratas, partido que integra a base de oposição ao governo na Câmara de Vereadores de Gravataí. Neste contexto, a nota repúdio apresenta-se como mais uma estratégia – desta vez ilegal, imoral e inaceitável – para a extirpação da oposição política local…”, segue a argumentação da advogada, que tem relação com a equipe eleitoral do escritório de Cláudio Ávila (PSD), também vereador e um dos líderes da oposição em Gravataí.

“… Fernando, por sua popularidade e falta de engajamento no jogo de poder da cidade, o que lhe permite não sucumbir a chantagens para formação superficial de alianças políticas, é vítima frequente de estratégias persecutórias da base governista na Câmara de Vereadores, já tendo respondido processos inexplicáveis junto à comissão de ética, sem ter recebido qualquer condenação…”, diz a ação, que acusa o ex-presidente da Câmara de participar do suposto conluio:

“… A confirmar o objetivo espúrio da manobra política orquestrada contra Fernando com a nota de repúdio ora atacada, em sessão plenária ocorrida no dia 08/03/22, o vereador Allan Vieira, líder do governo na Câmara de Vereadores, utilizou-se da tribuna mais uma vez para publicizar as acusações da Prefeitura contra o vereador e ofender seu opositor. Desta vez, Allan utilizou seu tempo regimental e líder do governo e fez uso daquele espaço público, transmitido pelo youtube e veiculado em redes sociais, para repudiar o “comportamento inadequado” do Autor, afirmando, dentre outros, que os fatos causaram “extremo desconforto” para o governo e que o governo se sentiu “prejudicado”. Requereu abertura de um novo processo junto à Comissão de Ética, com o objetivo de expulsar Fernando do parlamento, conforme articulação política subsequente…”.

O texto diz ainda que “… a nota de repúdio, portanto, serviu a um duplo propósito: de um lado, instrumentalizou corporativismo da categoria médica, visto que assinada pelo Prefeito em Exercício, também médico, que naturalmente absorveu [e até ampliou] a narrativa da médica sem investigar os fatos e/ou oportunizar o contraditório; de outro, serviu para operacionalizar movimento persecutório já em curso pela base governista contra um dos principais representantes da oposição no parlamento municipal, criando-se material para atacar-lhe a honra, a dignidade e sustentar falta de decoro parlamentar…”.

A defesa de Deadpool sustenta que “… como resultado desta campanha caluniosa engendrada pela médica e pela Prefeitura de Gravataí, o vereador – que até então era nacionalmente conhecido como pessoa humilde, honrada, honesta, gentil e de conduta exemplar -, agora vê-se atacado na internet e nas ruas de sua cidade, acusado injustamente de agressão física e até mesmo violência sexual contra uma mulher idosa. A versão mentirosa dos fatos publicizada pela primeira Ré, dando ênfase na inverdade de ter tido seus seios tocados por Fernando, e a inflamada na nota de repúdio do Ente Público acarretaram não apenas ofensas ao vereador, mas também ameaças, inclusive de morte, por parte daqueles que acreditaram nesta narrativa insustentável…”.

A argumentação é de que “… não houve violência física por parte de Fernando. Fernando não invadiu o consultório médico. Andréa sequer estava trabalhando no momento da fiscalização. Foi o próprio Fernando que pediu para que chamassem a polícia. Fernando jamais tocou os seios da médica Andréa. Fernando sequer alterou seu tom de voz ou foi descortês…”.

Ao fim, é como alertei em  Incidente entre vereador e médica: Líder do governo quer comissão de ética e Deadpool desafia: ’Abram, Prefeitura foi covarde, tenho provas em vídeo de que fui agredido’; Os Karamazov de Gravataí. Era polêmica anunciada; que, conforme anunciam os próprios envolvidos, vai testar humores políticos e a ‘loteria de toga’.

A forma de fiscalização – e divulgação no Grande Tribunal das Redes Sociais – feita pelo vereador já vinha preocupando servidores e o governo Zaffalon, por potencialmente incitar pacientes contra os profissionais da saúde, em um momento de filas e sobrecarga de procura com a pandemia.

Fato é que o resultado – político e jurídico – do incidente será um balizador dos ‘poderes’ dos vereadores; e também do governo.

Se for provado que Deadpool foi o agressor, e a Câmara não agir, a ‘fiscalização’ dos vereadores terá como limite a frase de Ivan Karamazov, no clássico Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski: “Deus morreu, tudo pode!”

Já se Deadpool provar que ele foi o agredido, deixará Dr. Levi com um mico na mão. Ou como um Karamazov, sobrenome criado pelo autor russo unindo kara e mázat, ou “comportamento errante”.

 

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