política

Vai faltar louco para bater palma para vereadores de Gravataí

UPA lotada durante a pandemia | Foto ARQUIVO

O novo incidente envolvendo vereadores em UPA de Gravataí confirma o que alertei em artigos anteriores, em relação a um político, que não vou citar o nome, e nem linkar as reportagens, porque a intenção deste texto não é tratar sobre pessoas, mas comportamentos:

(Quem quer saber o que aconteceu, procure em páginas de políticos e grupos. No final da noite desta quinta-feira virou caso de polícia, mais uma vez).

Escrevi, no último artigo sobre a polêmica dos políticos super-heróis: “… A forma de fiscalização – e divulgação no Grande Tribunal das Redes Sociais – feita pelo vereador já vinha preocupando servidores e o governo Luiz Zaffalon, por potencialmente incitar pacientes contra os profissionais da saúde, em um momento de filas e sobrecarga de procura com a pandemia. Fato é que o resultado – político e jurídico – do incidente será um balizador dos ‘poderes’ dos vereadores; e também do governo…”.

Não cobrei, nem cobro, cassações de mandato. O que rogo é que os políticos sentem, conversem e encontrem uma forma correta de fiscalizar e, mais do que trazer soluções, porque acredito ser isso a intenção de todos, não desinformem, e incitem as pessoas a destilar suas doenças em ódio – o que não cura, piora.

Qual ganho tem o povo em vereadores gravarem vídeos em UPA, entrarem nas salas de atendimentos médicos e cobrarem médicos? Infelizmente, nenhum.

É coisa de desinformados ou informados do mal incentivar as pessoas doentes a acreditar que algo pode ser resolvido no grito, ou porque um político ‘que se importa’ resolveu cobrar um atendimento melhor.

Fato é que nos últimos quatro anos, 4 milhões de pessoas caíram no SUS por não poder pagar plano de saúde. O mesmo vale para a educação infantil, nas creches.

A classe média, que na busca por promoções voltou a ser ‘fiscal do Sarney’ no super, não consegue mais pagar por saúde ou educação e sofre para pagar por comida.

O mais pobre, então…

Inegável é que, para os políticos, a UPA é um grande palanque, usado cada vez mais, na mesma proporção em que se aproxima a eleição de outubro; e, por coincidência, são candidatos os indignados heróis das madrugadas.

Pago Unimed, quase sem conseguir. E, a não ser que esteja morrendo, é raro completar um atendimento antes de duas horas de espera.

Quer dizer que aplaudo isso? Não. Só reporto a realidade. Vivemos uma calamidade. A Venezuela é aqui.

Dos Grandes Lances dos Piores Momentos é que muitos políticos que, Brasil afora, responsabilizam adversários pelo caos na saúde, não se reconhecem cúmplices por apoiar destruidores – e mercadores – do SUS.

Significa que nada pode ser feito pela Prefeitura? Não. Urge, no mínimo, se o secretário da Saúde não é político, como o anterior, botar nas UPAs, para atender os vereadores e detalhar os 9 círculos do Inferno de Dante, alguém mais afeito à política; afinal, bem ou mal, os parlamentares representam 100% dos votos da população em uma eleição.

Ao fim, aposto não sou só eu a identificar em alguns políticos uma estratégia de caçar-cliques e votos, usando as UPAs, hospital e postos de saúde como palanque; assim como qualquer lacração.

Alerto, porém, que pode faltar louco para bater palma para vocês, nobres vereadores.

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