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Nova onda da covid escancara crise na saúde; Espera supera 4h em Gravataí e região

Os casos de covid-19 dobraram em 7 dias em Gravataí. Com os avisos, pela segunda semana consecutiva, feitos pelo Governo do Estado para as 21 regiões no Sistema 3As de Monitoramento da pandemia, a Prefeitura reforçou a recomendação para uso de máscara. A nova onda da ômicrom escancara a crise na saúde. Nos 15 municípios da região há superlotação em emergências e UPAs, falta de médicos e insumos, e a espera média supera 4h por atendimento.

No dia 1º, eram 36.295 casos registrados desde março de 2020. A média nos sete dias anteriores chegou a 33,9 a cada 24 horas. Antes era de 14,9/dia; menor que a média diária de abril foi de 23,2 infectados.

Com 1.057 mortes desde o início da pandemia, a média diária nos 7 dias chegou a 0.8. Antes era 0.1; em abril 0.2.

Para efeitos de comparação, em março a média de mortes era de 1,1 a cada 24h. Entre março e abril de 2021, os meses mais letais da covid, 6 vidas gravataienses eram perdidas diariamente.

Clique aqui para acessar o Informe Técnico no qual o governo Luiz Zaffalon “recomenda fortemente” o uso de máscara.

– Acompanhamos os números atentamente em conjunto com a região, mas o que mais preocupa é a superlotação de todas as estruturas da região metropolitana e a falta de profissionais no mercado, especialmente pediatras – alertou o secretário da Saúde Régis Fonseca ao Seguinte:, na saída de reunião da Granpal, a associação das prefeituras da Grande Porto Alegre.

– Todos os 15 munícipios presentes na reunião relataram que seus serviços estão superlotados e o tempo de espera ultrapassa 4h, na média diária. Há a necessidade de intervenção do Estado para superarmos este momento difícil. Os municípios já atuam além das suas atribuições e investem muito acima do mínimo constitucional – disse, acrescentando que Gravataí investe cerca de 24% da receita em saúde, acima do mínimo constitucional de 15%.

As causas da crise, segundo nota divulgada pela Granpal, seriam “o congelamento do repasse federal e o corte de repasses em razão da covid-19”, além do programa estadual Assistir, “que também gerou perdas de receitas municipais”.

A reunião aprovou encaminhamentos. Siga a lista. Abaixo concluo.

1. Intermediação junto ao governo estadual para o custeio de tendas respiratórias para a Região Metropolitana, juntamente com a criação de uma plataforma para teleatendimento para casos de média e baixa complexidade.

2. Levantamento dos dados da situação da rede de saúde dos 19 municípios que integram a associação, incluindo o valor da hora médica e falta de profissionais.

3. Reunião com a Prefeitura de Canoas para avaliar possibilidade de ajuda para o restabelecimento completo do Hospital Universitário, já que a oferta de atendimento reduzido está impactando toda a rede.

4. Lançamento de edital para obtenção de 200 itens de uso da saúde com preços diferenciados.

5. Estímulo à vacinação contra gripe e covid-19, como forma de auxiliar e reduzir o impacto nas emergências.

 

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Ao fim, insisto no que escrevi em Vai faltar louco para bater palma para vereadores de Gravataí, sobre o uso das UPAs superlotadas como palanque.

É coisa de desinformados ou informados do mal incentivar as pessoas doentes a acreditar que algo pode ser resolvido no grito, ou porque um político ‘que se importa’ resolveu cobrar um atendimento melhor.

Fato é que nos últimos quatro anos, 4 milhões de pessoas caíram no SUS por não poder pagar plano de saúde. O mesmo vale para a educação infantil, nas creches.

A classe média (ainda existe?), que na busca por promoções voltou a ser ‘fiscal do Sarney’ no super, não consegue mais pagar por saúde ou educação e sofre para comprar comida.

O mais pobre, então…

Para completar os 9 círculos do Inferno de Dante diário que é nosso sistema de saúde, mesmo sob a administração da ‘grife’ Santa Casa e com a Prefeitura investindo em saúde 10% a mais que a exigência constitucional, os governos federal e estadual cortaram recursos ao decretar o ‘fim da pandemia’.

Reputo Dos Grandes Lances dos Piores Momentos que, Brasil afora, não só políticos, mas usuários, escolhem culpados pelo caos na saúde, mas não se reconhecem cúmplices por ajudar a eleger destruidores – e mercadores – do SUS.

 

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