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Casos de dengue alertam Gravataí e Cachoeirinha; Onde já há transmissão comunitária

Gravataí e Cachoeirinha já registram três casos de dengue. Os registros de Cachoeirinha preocupam mais porque são autóctones, ou seja, contraídos dentro do município. As infecções em Gravataí são ‘importadas’ de outras cidades. Há, ainda, outras duas notificações em análise.

Os casos de transmissão comunitária em Cachoeirinha são de dois moradores do bairro Quitandinha e um da Granja Esperança.

Os dados são da sexta-feira.

– O cenário demanda atenção, principalmente pelo número de casos em municípios vizinhos. As ações preventivas devem ser intensificadas, em especial no que se referem aos cuidados sobre água parada e acúmulo de resíduos. As equipes já estão trabalhando com orientações à população e a distribuição de material informativo está sendo reforçada –alertou ao Seguinte: o secretário da Saúde de Gravataí, Régis Fonseca, apesar de descrever o momento como de “circulação viral baixa”.

Conforme os critérios técnicos do Ministério da Saúde, uma circulação viral alta corresponderia a mais de 15 casos autóctones.

– Ainda assim a tomada de ação é de vigilância constante e monitoramento – conclui.

Conforme o secretário de Saúde Juliano Paz, Cachoeirinha está no mesmo contexto do Estado.

– Porto Alegre também já registra muitos casos, então é preciso que todos façam a sua parte, combatendo os focos do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya: eliminando água parada no quintal ou dentro de casa, em vasos de plantas, por exemplo, fechando bem os sacos de lixo, tampando caixas d´água. Enfim, observando locais onde a água possa se acumular. São medidas que já adotamos há muitos anos, mas as pessoas acabam se esquecendo de fazer – apela.

Conforme o secretário, as equipes da Vigilância Ambiental em Saúde estão nos bairros visitando as comunidades, vistoriando os quintais e orientando a população sobre como prevenir focos do mosquito.

A coordenadora do InfoDengue da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cláudia Codeço, confirmou à CNN que “o cenário é de atenção”. O número de casos de dengue no Brasil cresceu 43,9% nos primeiros meses deste ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

– No ano passado, a gente estava em baixa atividade da dengue, então o aumento em si não seria tanto. Mas se a gente compara o histórico de várias temporadas de dengue, a gente vê que se aproxima dos altos índices de 2016 e 2020 – comparou.

A coordenadora avalia que o aumento de casos pode ter sido provocado pelo efeito da pandemia de covid-19 nas ações de controle do mosquito, ou ainda pelo período chuvoso registrado neste início de 2022.

– A doença avança por novos territórios. A dengue vem surgindo e se espalhando em locais que não tinham antes, principalmente municípios de menor população na região Sul do país – alerta.

Quem tiver sintomas como febre alta, manchas avermelhadas na pele e dores musculares e articulares, deve buscar atendimento médico. Em casos graves, há hemorragia intensa que pode evoluir para morte.

Ao fim, precisamos de cuidados redobrados, já que a dengue é também uma 'doença do saneamento'. Ou melhor, da falta de saneamento. E Gravataí é a pior do RS, e uma das piores do país, em saneamento básico, como reportei na última semana em Gravataí cai mais no ranking e segue entre piores do saneamento no Brasil; ’Tem que privatizar Corsan’, diz Zaffa.

A especialista em saneamento ambiental Iene Figueiredo, professora da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um dos estados mais atingidos pela dengue, é uma das cientistas a apontar que a falta de saneamento facilita a proliferação do mosquito.

– Um ambiente não saneado atrai todo tipo de vetor. Falamos de rato, barata, mosca e também mosquito – disse em estudo publicado pelo Diário do Sudeste que mostra que áreas sem saneamento aumentam o risco de contrair dengue por facilitarem criadouros do aedes aegypti.

 

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