Fim da novela

CANOAS  | Estado muda regra do Assistir e reverte medida que quebraria HU e HPSC; JJ quer mais serviços para ’perda zero’

Reunião na Casa Civil anunciou revisão no modelo do Programa Assistir e reduziu perdas para hospitais de Canoas. Foto: Mateus Raugust/Granpal

Anúncio do novo programa de distribuição dos recursos para financiamento dos hospitais foi anunciado aos prefeitos em ato no Piratini

A tarde de terça-feira, 8, trouxe uma boa – senão ótima – notícia para Canoas e 159 cidades que dependem dos hospitais daqui para atender à população que precisa de internações e procedimentos de alta complexidade. O chefe da Casa Civil do Estado, Arthur Lemos, e a secretária da Saúde, Arita Bergamann, anunciaram o adiamento do Programa Assistir e uma redução nos cortes que atingiriam em cheio os hospitais da região metropolina. Em Canoas, por exemplo, HU e Pronto Socorro perderiam, juntos, R$ 86 milhões do dia para noite, o que obrigaria uma redução drástica de praticamente a metade dos serviços prestados nos dois hospitais.

 

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O prefeito Jairo Jorge vinha alertando para o caso desde de setembro do ano passado, quando o Assistir foi apresentado pelo governador Eduardo Leite. JJ levou os números à Granpal, a Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre, presidida pelo prefeito da Capital, Sebastião Melo. A entidade abraçou a causa e denunciou o que poderia representar uma sobrecarga no sistema de saúde de Porto Alegre e consequente desassistência de pacientes em casos mais graves. 

O corte de recursos atrasou, inclusive, o lançamento do edital para gestão dos hospitais no final de novembro. O impasse sobre o montante de recursos para o financimento dos serviços obrigou a cidade a aditar o contrato com o malfadado Gamp até janeiro e, recentemente, assinar um novo, de forma emergencial, até que uma definição sobre o Assistir desse luz à questão.

Nesta terça, em reunião com a Granpal no Piratini, o Estado anunciou que até o final de junho deste ano, nenhum centavo será cortado dos hospitais gaúchos. Municípios da Grande Porto Alegre que perderiam R$ 205 milhões, terão uma redução estimada em R$ 34,8 milhões – ou 17% do previsto. E isso diluído em um ano, até julho de 2023.

Melo, que estava ao lado de Jairo na reunião com Arthur Lemos, disse que a entidade irá conversar com todos os candidatos ao governo do Estado nas eleições deste ano, manifestando a intenção das cidades da região em zerar as perdas.

Jairo, por sua vez, antecipou em um vídeo distribuído pelas redes sociais que pretende viabilizar novos serviços junto ao HU e ao Pronto Socorro, o que poderia ampliar o repasse do Estado e equalizar a perda. Com o assunto Assistir resolvido, o prefeito espera lançar o editar para gestão definitiva dos hospitais de Canoas até a segunda semana de março. A expectativa, agora, é o que pode ser proposto para driblar a perda que caiu de R$ 86 milhões para R$ 14 milhões – mas, ainda assim, é uma perda considerável.
 

 

 

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