Inovação em Saúde

CANOAS | A cirurgia inédita no Graças e a perspectiva de novo tratamento para cardíacos

Cirurgia aconteceu na sexta e, na segunda, paciente teve alta da UTI para recuperar-se do procedimento no quarto. Foto: Divulgação HNSG

Hospital fez seu primeiro implante de marcapasso fisiológico em paciente de 71 anos. Novidade usa recursos do próprio organismo para estimular a regularidade cardíaca

Enquanto a gente se preparava para o frio do final de semana, na sexta-feira, 16, o Hospital Nossa Senhora das Graças recebeu uma equipe médica para um procedimento inédito em Canoas: o primeiro implante de marcapasso fisiológico feito na cidade. Conduzido pelo cardiologista e eletrofisiologista Fernando Nogueira, o método implanta o eletrodo diretamente no sistema de condução do paciente, utilizando a própria rede do sistema de condução natural para propiciar uma estimulação fisiológica do músculo cardíaco.

 

LEIA TAMBÉM

CANOAS | A hora do 'agora só falta você' está chegando; vacinação chega aos 36 anos

CANOAS | Em audiência no MP, Transcal e Metroplan ganham prazo para regularizar linhas de Integração

 

“O batimento estimulado pelo marcapasso é praticamente o mesmo do batimento natural, o que agrega maior benefício”, explica o especialista. Os dispositivos tradicionais não são capazes de reproduzir a condução original, e entre 10% a 20% dos pacientes acabam desenvolvendo doenças pela contração não-natural gerada pelo marcapasso, como insuficiência cardíaca.

A nova tecnologia vem sendo utilizada rotineiramente por Nogueira em Porto Alegre, na Unidade de Estimulação Cardíaca do Hospital São Lucas da PUCRS. O coordenador da unidade, Andrés Di Leoni Ferrari, que aplica a técnica desde 2019, participou do procedimento no HNSG. É possível que esse método venha a substituir a técnica tradicional, a um custo similar.

“A principal diferença nesta técnica é que se faz a localização do sistema de condução com o uso de cateter multipolar ou do próprio eletrodo do marcapasso. Assim, localizamos o sistema de condução do coração, por mapeamento, e avaliamos os parâmetros elétricos do sistema de condução, o estudo eletrofisiológico. Então podemos escolher o local mais adequado para a fixação do eletrodo ventricular”, detalha Nogueira.

O beneficiado foi um paciente de 71 anos, que internou no hospital por bradicardia e suspeita de bloqueio cardíaco, e precisava de uma cirurgia de urgência. Foi avaliado que a melhor escolha para regular os batimentos deste paciente e lhe proporcionar mais qualidade de vida seria o marcapasso fisiológico. A operação foi bem-sucedida e ele teve alta da UTI na segunda-feira, 19.

 

Quem são os médicos

Fernando Nogueira fez residência em Medicina Interna e Cardiologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e pós-graduação em Eletrofisiologia Cardíaca Invasiva na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), além de especialização em Estimulação Cardíaca pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Atua no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas.

Andrés Di Leoni Ferrari é formado em Medicina com especialização em Tecnologia e Intervenção em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a Unidade de Estimulação Cardíaca do Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre.

 

 

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Receba nossa News

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade