3º Neurônio | luto

Charlie Watts é um parente de todos os roqueiros que morre

Fã de Cachoeirinha, o bacharel em Direito José Renato dos Reis envia ao Seguinte: artigo sobre a morte de Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones, nesta terça-feira, 24 de agosto de 2021, aos 80 anos

 

Quando morre um ídolo, sentimos sua ausência quase como se fosse alguém da nossa família.

Esse é o sentimento do mundo da música, especialmente do rock, neste momento em que se vai Charlie Watts, o baterista dos Rolling Stones, para muitos a maior banda de rock de todos os tempos.

Preferências à parte, Charlie era um excelente batera, talvez não chegasse a ser um virtuose das baquetas, mas segurava o ritmo com maestria lá atrás, enquanto Mick, Keith e Ron, desfilavam na frente do palco. Todos sabemos que a bateria é o coração de uma banda e Charlie mantinha a pulsação bem cadenciada, sem jamais espancar os couros dos tambores, tratando-os com a suavidade do jazz, retirando deles as melhores notas para as canções das pedras rolantes.

A continuidade dos Stones certamente será discutida.

Nenhum outro batera poderá subtitui-lo, por melhor que seja, não será o Charlie que estará ali. 

Charlie era um verdadeiro lorde inglês, discreto, contido, de poucos sorrisos. Um tempo atrás enfrentou a batalha de um câncer, venceu e retornou aos palcos e as turnês da banda. 

Tive o privilégio de assisti-los em Porto Alegre, em 2016, um showzaço embaixo de uma chuva torrencial, como esta que cai agora, no momento em que a internet está quebrando com a notícia de sua morte.

RIP CHARLIE, WE LOVE YOU.

 

Assista Waiting On A Friend (The Rolling Stones)

 

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