Encontro na Usina

CANOAS | EM VÍDEO | O cordial bate-papo de JJ e Busato com uma baita inovação ambiental de pano de fundo

Prefeito e antecessor se encontraram na Usina de Reciclagem RCC na manhã desta sexta

Quem aposta na guerra sempre perde um pouco – e perdeu quem apostou que Jairo Jorge (PSD) e Luiz Carlos Busato (PTB) torceriam o nariz um para o outro nesta sexta-feira, 17. Sob a atenção do Secretário Nacional de Saneamento e Resíduos Sólidos, Pedro Maranhão, e do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, o prefeito de Canoas e o seu antecessor percorreram  a área de produção de da Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil acompanhados do diretor da SBR Reciclagem, Francisco Fernandez, da empresa que comanda a operação da unidade. Cordiais e tecnicamente bem informados sobre o que significa essa usina, JJ e Busato tiveram a chance de mostrar a Maranhão e Melo uma das maiores inovações para redução de danos ambientais e economia que opera em toda a América Latina.

E isso, enfim, não é pouca coisa.

 

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A pedido do blog, o jornalista Wagner Figueiredo, assessor da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano cedeu o vídeo do bate-papo que tive com Jairo e Busato ao fim da visita, que os leitores podem assistir aqui:

 

 

O que faz a Usina de RCC?

A Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil opera desde 2019 em uma área do Parque Industrial Jorge Lanner, no bairro Niterói. Seu trabalho é processar e moer todo rejeito sólido da construção civil para produção de novos materiais utilizáveis como insumo para Prefeitura. De lá saem, todos os dias, milhares de toneladas de brita, pedrisco, material-base e pó de brita pra uso em obras públicas

De graça? Não. A Prefeitura continua pagando para receber o material que hoje, por exemplo, é usado para fazer a base do asfaltamento em diversas ruas pela cidade. A economia está no processo: o trabalho coordenado pela SBR Reciclagem monitora os caminhões e conteiners de caliça espalhados pela cidade, fazendo com que todo rejeito de construção civil vá para a usina. Esse trabalho vem acabando com o descarte irregular pela cidade e amplia a capacidade de produção da unidade. E com mais produção, o preço cai. Em todo o ciclo, a economia estimada para o município gira, hoje, na faixa dos R$ 2 milhões por mês – além da geração de empregos e renda na unidade.

De acordo com Francisco Fernandez, cerca de 150 funcionários atuam na usina e processam, por mês, 30 mil m³ de resídios da construção civil.

 

 

: Francisco Fernandez, da SBR Reciclagem, explica o processo de moagem dos resíduos

 

Em uma conta rápida, Busato lembrou que em média eram despejados cerca de 200 desses conteiners todos os meses sem qualquer cuidado na área onde hoje está a usina. "Hoje, são 1,6 mil recebidos para para tratamento. Antes, esses resíduos ficavam pela cidade, eram descartados de qualquer modo, sem cuidado algum", comentou.

Ao chegar lá, o conteúdo dos containers é classificado. Tudo que não for matéria-prima para brita, pedrisco, material de base ou pó de brita precisa ser separado. E aí surge uma no oportunidade para reciclagem. "Queremos ter uma solução para o descarte de madeira, por exemplo, que segue vindo nos containers", lembrou Jairo Jorge, antecipando algo que ainda deve ser implementado.

"Faz parte da política ambiental do Governo Federal evitar que esses rejeitos fiquem espalhos pelo meio ambiente. Reciclar é um grande ganho não só financeiro, mas ambiental para todos", destacou o secretário Pedro Maranhão.

"Temos duas unidades de transbordo em Porto Alegre que podem receber um investimento desse", revelou o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. "Imagino propor uma PPP sobre esse tema".

Na Semana do Gaúcho, é Canoas servindo de modelo a toda terra.

 

 

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