Cidade

CANOAS | Câmara vota nesta terça o Plano de Mobilidade: a distância entre o ’ideal’ e o ’real’

Audiência pública dialogou sobre a mobilidade de Canoas para os próximos anos: o 'ir e vir' precisa de regras para não se conjugar em 'congestionar'

 

O Plano de Mobilidade Urbana entregue pelo governo à Câmara na semana passada será levado à votação na manhã desta terça-feira, 12. É o prazo definido em lei federal para cidades com mais de 20 mil habitantes – Canoas, sabemos, tem beeem mais do que isso. Resumindo, o plano é formado por um conjunto de diretrizes que nortearão a mobilidade, o transporte público, o ir e vir de veículos leves, pesados e pedestres, além de ciclistas. 

 

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De acordo com os estudos feitos pelo Consórcio Canoas, formado pelas empresa Gistran/Geitran/Prócidades, contratadas através de processo licitatório, 24% da população circula pelo transporte coletivo e 41% em veículos leves – os carros de passeio. Outros 21% fazem seus trajetos a pé e 14% de bicicleta. A cidade ainda é cortada pelos eixos da BR-116 e pelos trilhos do Trensurb, criando zonas de instranposição. O Centro, segundo a avaliação do consórcio, é visto como 'uma ilha': só se chega pelo acesso da Inconfidência ou pela Boqueirão, para quem vem do lado direito da BR; e pelos 'mergulhões', para quem está à esquerda do trem.

Planos nem tão recentes

Na audiência pública feita nesta segunda-feira, 11, na Câmara e transmitira ao vivo pelo YouTube, novamente se falou sobre o rebaixamento dos trilhos do trem em um trecho entre as estações Fátima/Centro e Mathias Velho/São Luís. E, ainda, em uma espécie de rebaixamento também na BR-116 que ficaria, assim, 'entrincheirada' para permitir que a travessia local pudesse ser feita em mais pontos ao longo do seu curso.

O consórcio apresentou pontos que se transformaram em gargalos de trânsito e, como diretriz para superá-los, a criação de perimetrais nas avenidas de maior fluxo: Santos Ferreira, Farroupilha, o eixo Boqueirão/Rio Grande do Sul e Irineu de Carvalho Braga – esta, já em execução -, por exemplo.

O Plano prevê, ainda, a construção de ciclovias e calçadas para facilitar os deslocamentos não-motorizados.

Aeromóvel segue em pauta – e isso é bom

O Plano de Mobilidade não impõe a solução aeromóvel à cidade e, durante a discussão na Câmara, o consórcio inclusive levantou a necessidade de novos estudos de demanda para garantir que o equipamento faça sentido no pós pandemia. Além das novas opções de transporte disponíveis às pessoas, novos hábitos foram incorporados à rotina de trabalhadores e moradores, como o Home Office ou o trabalho remoto, que exige menos do sistema de transporte.

No entanto, o aeromóvel segue sendo a cereja do bolo se a ideia é ter transporte eficiente e sustentável. A tecnologia incorporada e o pioneirismo falam por si – mesmo que a ideia seja polêmica e divida opiniões na cidade, parece correto que o novo plano não descarte a possibilidade.

Ao fim e ao cabo, o plano é bom exatamente por definir diretrizes, sem obrigar intervenções imediatas e geralmente caras. Sendo um 'plano', aponta para frente – mas temos que combinar que o rebaixamento do trem e da BR-116 não é algo factível à nossa geração. Já se fala sobre isso há décadas e sempre se esbarra na questão 'preço'. E 2022, diferente do que se pensa sobre o Centro de Canoas, não é uma ilha de crédito para obras dessa natureza.

Nesta terça pela manhã, o plano deve ser aprovado sem sobressaltos pelo plenário da Câmara. O prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques, evitou falar com a impresa nos últimos dias, mas dedicou boa parte da agenda a articulação com os vereadores em nome da proposta.

É o primeiro grande teste de sua gestão interina à frente da Prefeitura – seja ela breve ou mais longa do que se imagina.

 

 

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