Jairo Jorge voltou

CANOAS | A ’semana cheia’ que vai exigir toda a energia do prefeito

Jairo Jorge se recuperou da Covid e retoma trabalho presencial na Prefeitura na semana em que muda o comando nos hospitais e quando a terceira onda deve apresentar seus dias mais críticos

Comandar uma cidade do tamanho de Canoas tem, todos os dias, o seus desafios. Mas essa semana, com todo o respeito, promete. Até sexta, acontece a virada de chave no Hospital Universitário – HU, no Pronto-Socorro – HPSC e nas UPAs, com o fim da era Gamp. E ainda estamos enfrentando o que deve ser o auge da terceira onda de Covid-19 iniciada com as festas de final de ano e que já quadriplicou o número de contaminados na cidade de uns dias para cá.

É a semana em que o prefeito Jairo Jorge, recuperado da infecção pelo novo coronavírus, retoma suas atividades de forma presencial, no paço. E, a se ver pela pauta, serão dias intensos.

 

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Nos hospitais, assumem as instituições que venceram o edital de contratação emergencial para administrar os serviços de emergência e média/alta complexidade pelo período inicial de seis meses. É o tempo que o governo acredita que já terá resolvido o imbróglio do Programa Assistir – aquele que protete tirar R$ 8 em cada R$ 10 que hoje financiam os hospitais da cidade. Há uma promessa do governador Eduardo Leite de que Canoas não terá perdas, mas no papel, até agora, nada. E é por isso que não dá para fazer uma licitação definitiva: sem saber que grana se terá para o serviço, não dá para contratar alguém para fazê-lo.

Semana passada, o governo anunciou que para as pouco mais de 3,4 mil vagas abertas com o fim da Gamp, haviam mais de 8 mil inscritos no processo seletivo. Por força do edital, a prioridade é para contratação do pessoal que já trabalha nas unidades. Os números indicam que, por falta de pessoal, o serviço não para – mas o que todos esperam é que melhore. Sem o passado da Gamp, há uma tendência de que as negociações sejam mais econômicas e ágeis com os novos gestores, a saber: FUNAM – Fundação Educacional Alto Médio São Francisco – assume a gestão do HU; o ACENI – Instituto de Atenção à Saúde e Educação – será responsável pelo Pronto Socorro; e a Biogesp – Associação de Gestão e Execução de Serviços Públicos e Sociais – estará à frente das UPAs Hugo Simões Lagranha, no Rio Branco, e Liberty Dick Conter, no Mathias Velho.

Em visita às entidades, uma comitiva liderada pelo secretário da Saúde, Maicon Lemos, conheceu o serviço de cada uma das novas contratadas. O que viu está em um relatório, ainda não disponibilizado ao público, resultado também de conversas com os gestores, funcionários e o público atendido nos hospitais que administram.

De quarta para quinta-feira, 27, começa o período de transição para que, no dia 29, o atendimento já seja feito diretamente pelos novos contratados. E, assim, a Gamp em Canoas já era.

O momento, enfim, não é dos mais favoráveis – e vai exigir muito do governo e das novas gestoras. A cidade deve viver estar semana o auge das contaminações por Covid-19 relacionadas, ainda, ao 'vale-tudo' das festas de final de ano, acelado pela alto índice de contágio relacionado à variante ômicron. Na sexta-feira, 21, dos 2,4 mil testes realizados nas centrais de testagem da Prefeitura, 872 resultaram positivos – ou 36,05%. O impacto disso já é percebido na rede de atenção básica, para onde tem se socorrido pacientes com sintomas leves em razão da vacinação adiantada. Mas também tem crescido a demanda por hospitalização. Enquanto em dezembro a ocupação de leitos de enfermaria e UTI/Covid girava na casa dos 4%, agora bateu em 17%. E a tendência é aumentar se as pessoas não procurarem completar o esquema vacinal.

No Rio de Janeiro, por exemplo, dados divilgados BBC Brasil e repercutidos pelo jornal digital Meio na manhã desta segunda, 24, registram que 90% dos internados nos hospitais fluminenses não completaram o esquema vacinal disponível no Estado – e 38% deles sequer tomaram qualquer dose da vacina. Ainda não temos os números em relação a Canoas, mas não precisa muita matemática para entender que devem ser, no mínimo, parecidos. A Prefeitura estima que cerca de 10,1 mil canoenses não atenderam aos chamados da campanha de vacinação e estão por aí, mais sujeitos às consequências da Covid-19 do que imaginam.

E a semana está só começando.

 

 

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