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Ano novo: Fogos de artifício pra quê?; Acidentes e dor para autistas e animais

Responsáveis por espetáculos nos céus, os fogos de artifício são uma ameaça para quem os utiliza sem os equipamentos de segurança necessários. Acidentes que levam à amputação, queimaduras de todos os graus e até a morte já foram registrados nas festividades de Natal e Ano Novo. Dados do Ministério Público mostram que acidentes envolvendo foguetes e rojões triplicam nessa época do ano. Além disso, também afetam pessoas com autismo e até os animais.

A Secretaria da Saúde tem orientações sobre o que fazer caso ocorra algum acidente: as UPAs não são centros de referência em queimados, por não ter cirurgião plástico nem unidade de queimados. Sãom prestados os primeiros socorros, mas a referência para esse atendimento é o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e Hospital Cristo Redentor, ambos em Porto Alegre.

Após esse atendimento de elergência é feito o contato com os centros de referência e a transferência do paciente.

O mesmo procedimento acontece no Hospital Dom João Becker.

O uso dos fogos não é proibido nas áreas residenciais. Porém, crianças, jovens ou adultos autistas são mais sensíveis ao som. Durante as festividades, o estampido dos rojões pode causar tremor, ansiedade, movimento estereotipado e agressividade.

O alerta do Centro de Atenção Psicossocial (Caps I) é de que as épocas de celebrações são mais difíceis para quem tem autismo.

No mês de junho, quando ocorrem as festas juninas, e agora no final de ano são épocas que se deve ter mais cuidado. Justamente por eles serem mais sensíveis aos sons.

 

Uma atenção extra com os animais

 

Não são apenas os humanos os prejudicados pelo barulho dos fogos. Os animais também sofrem nas épocas em que os foguetes são utilizados. Donos de uma audição mais aguçada que a do homem, eles ficam estressados com o som alto das explosões. Desmaio, ataques cardíacos, convulsão e até morte são alguns dos problemas observados durante a queima de fogos.

O alerta da Unidade de Saúde Animal de Gravataí (USAG) Priscilla Bittencourt, o ex-canil municipal, é de que esses não são os únicos riscos.

Na tentativa de fugir do barulho eles podem escapar do pátio e ser atropelados. Acontecem, também, ferimentos quando eles tentam entrar em algum local para fugir do som.

 

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O que diz a lei?

 

Gravataí possui uma legislação específica que fala sobre o uso dos fogos. Sancionada em maio de 2013, a Lei nº 3329, proposta pelo Poder Legislativo, proíbe o uso e explosão de fogos de artifício em parques e praças do município.

De acordo com o artigo 1º da lei, “fica proibido o uso e explosão de fogos de artifício e sinalizadores em parques, estádios, campos de futebol, carreatas e festas de igreja, dentro dos limites do município de Gravataí”.

A punição para quem infringir a lei é o pagamento de 200 Unidade Fiscal Municipal (UFM), equivalente a R$ 864,00 e a apreensão do material.

 

ONDE PROCURAR AJUDA

Durante as festas e feriados as UPAs da 74 e da ERS-020 atenderão ininterruptamente.

O mesmo ocorre com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência, que pode ser chamado pelo telefone 192.

A emergência do Hospital Dom João Becker também atenderá pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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