política

Alan Vieira foi um dos melhores presidentes da Câmara de Vereadores de Gravataí

O vereador Alan Vieira (MDB), que encerra seu mandato com um café com jornalistas na tarde desta quinta-feira, foi um dos melhores presidentes da Câmara de Vereadores nos 25 anos que reporto e analiso a política de Gravataí. Reputo soube permitir os pesos e contrapesos necessários à política em um ano de ‘pautas-bomba’.

Explico, já que não tem nada de ideologia em minha análise; no que, inclusive, pouco concordo com o vereador, que, se não erro, em 2018 era um bolsonarista de sapatênis. Mas, ainda em minha opinião, tem o habeas corpus de ser um democrata. 

Trato sobre a realidade que se impõe, os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos.

Quando cito pesos e contrapesos respeitados por Alan me refiro a ter ofertado espaços justos a governo e oposição. O que não significa garantir as mesmas prerrogativas. Associo-me à fala do jornalista e chefão do Seguinte: Roberto Gomes de Gomes: “nada mais injusto do que tratar de forma igual os desiguais”.

Como isso se aplica à política?

Se a base do governo somou mais votos que a oposição na eleição de 2020, natural que, com a outorga das urnas, tenha mais espaços para falar, afinal, tem mais votos e vereadores. E, o principal, possa barrar projetos.

Muito da crítica da oposição foi o impedimento de projetos, por meio de pareceres contrários nas comissões, como de Constituição e Justiça, que sequer foram votados em plenário.

Fato é que está lá, no Regimento Interno da Câmara, essa possibilidade. Dois pareceres contrários derrubam projetos. Como o governo tem maioria, a exerce conforme o regramento criado pelo próprio legislativo.

É uma prerrogativa que terão no futuro vereadores que hoje estão na oposição, quando forem governo; e serão, Printe & Arquive Na Nuvem.

Aos neófitos, antecipo que a política é muito parecida com o futebol. Se o PT de Daniel Bordignon foi o ‘campeão de tudo’ na virada dos 90 para os 2000, restou depois – inacreditavelmente – rebaixado à Série B das urnas.

Serie B onde esteve por 20 anos o MDB de Luiz Zaffalon e Marco Alba, hoje todo poderoso, no pós-Dorival e Abílio, quando era Série A.

Após o parêntesis, sigo.

Alan administrou ‘pautas-bomba’ como o subsídio de R$ 5 milhões para o transporte coletivo. No Grande Tribunal das Redes Sociais, o dia em que a Prefeitura ‘deu’ dinheiro para a Sogil, empresa pouco amada em Gravataí.

Talvez pela inexperiência de outsider da política, foi a primeira medida do governo Zaffa. Impopular, mas, aí vai meu aplauso, tratada com transparência e coragem. E por isso descrevi o prefeito como um ‘sincericida’, como no balanço dos primeiros meses em 6 meses de governo: O sincericídio de Zaffa em vídeo; Os feitos, os planos e polêmicas como IPTU, Sogil, Corsan e mais.

Polêmica que voltou neste dezembro, e a história está contada em Pauta-bomba da Sogil: Zaffa reduz tarifa de ônibus municipal a 3,75; ’Portas seguem abertas a alternativas’ e nos links relacionados.

Foi também o presidente da reforma da previdência municipal, antes até de Porto Alegre. E, inegável é, a ‘reforma das reformas’, como chama Zaffa, penalizou o funcionalismo, e principalmente as professoras, apesar de sua inevitabilidade para garantir as aposentadorias e a viabilidade financeira de Gravataí nos próximos 15 anos, o que tratei em artigos como Aprovada Reforma da Previdência de Gravataí: ’Outsider’ Zaffa deu aula de política; ‘É vitória da sociedade’.

Alan também foi o presidente da reposição inflacionária para o funcionalismo, uma crítica que o MDB sofria desde o governo Marco Alba e anos de 'reajuste zero'. Abraçou, e defendeu, além do bônus, o ônus da inclusão no aumento de prefeito, vice, secretários, CCs e vereadores, como reportei em Madrugadão da Câmara: aprovado reajuste para funcionalismo e políticos de Gravataí; Acertos e erros da ’pauta boa, pauta bomba’.

Na gestão da Câmara o presidente também viabilizou R$ 3 milhões para a construção da nova Emergência do Dom João Becker, único hospital SUS de Gravataí e administrado pela Santa Casa.

Não é só trabalho dele, mas dos vereadores dos últimos quatro anos, da legislatura atual e anterior, que fazem da Câmara o parlamento mais barato do Rio Grande do Sul, após escândalos como o que chamei de ‘CâmaraTur’, com, em 2016, e antes também, um gasto em viagens e diárias maior do que a megalópole São Paulo.

Lembro também que, quando não se sabia se vacinas poderiam ser compradas pelos municípios, Alan queria usar esses R$ 3 milhões para isso, como transmitimos ao vivo em Live com Alan: Câmara de Gravataí doará orçamento para vacina contra COVID 19.

Ao fim, fez Alan uma boa gestão.

Como o – até amanhã – presidente sempre diz, sob orientação de seu padrinho político, Marco Alba.

Alan não esconde que quer um dia ser prefeito. Com respeito – que estrategicamente sempre teve – à ‘fila’, reputo outro passo deu.

O dindo deve estar feliz.

Alan tem coisas a aprender, o que é natural aos 34 anos, o que ainda considero a infância da política, mas tem política no corpo.

Logo tá on nas urnas.

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