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AL debate crise no transporte intermunicipal: ’O Estado precisa participar da solução’, diz Patrícia Alba, presidente da Comissão Especial do Transporte Público Metropolitano

Ao ouvir prefeitos, secretários e responsáveis técnicos pela mobilidade urbana nos municípios da Grande Porto Alegre sobre os fatores que estão resultando na crise do sistema intermunicipal, a Comissão Especial do Transporte Público Metropolitano da Assembleia Legislativa anunciou o encaminhamento de uma pesquisa junto às prefeituras, de modo a obter um panorama mais aprofundado da situação.

De acordo com a presidente do colegiado, a deputada estadual Patrícia Alba (MDB), os dados servirão como referência para propor soluções que cheguem ao cidadão.

O encontro, que ainda registrou a participação de entidades ligadas aos transportadores e trabalhadores do setor rodoviário, também foi unânime quanto à necessidade de criação de uma política pública estadual voltada para o transporte coletivo.

–  A pandemia evidenciou que essa discussão já deveria ter sido feita há muito tempo. Precisamos discutir integração e rever benefícios, sim. Da mesma forma que cabe ao Estado tornar definitivo o que hoje é provisório. O cidadão não pode mais pagar essa conta do transporte coletivo sozinho – declarou a parlamentar, em referência ao subsídio para o sistema.

No mesmo sentido, o secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Adão de Castro Júnior, que foi o secretário do prefeito de Gravataí Luiz Zaffalon ao implantar o ProColetivo, que fez do município aquele com a menor tarifa da região metropolitana, reforçou a importância de trabalhar por iniciativas que coloquem as pessoas em primeiro lugar.

– O nosso foco tem que ser o usuário, temos que levar em conta o que ele pensa. E o primeiro item que ele elenca é o valor da passagem. Ainda está caro para quem usa – afirmou.

Já os municípios de Gravataí e Cachoeirinha, representados pelo secretário de Mobilidade Urbana, Guilherme Ósio, e pelo chefe do Departamento de Trânsito, Everson Flores, relataram as experiências locais com o subsídio, que possibilitou a redução da tarifa para o menor patamar da Região Metropolitana. No caso de Viamão, o aporte de recursos significou redução de R$ 0,30.

– Também observamos que uma tarifa mais baixa produz efeitos para a economia e geração de empregos. Afinal, estamos desonerando a folha de pagamento de quem empreende na cidade, estimulando a atração de investimentos – justificou Ósio.

Participaram da audiência os prefeitos de Guaíba, Marcelo Maranata; e de Glorinha, Paulo Corrêa; o diretor de Transporte da Metroplan, Francisco Horbe; o presidente do SETERGS, Fabiano Rocha Izabel; o presidente da ATM, José Antônio Ohlweiler, acompanhado do gerente Erico Michels; o secretário de Segurança e Trânsito de Sapucaia do Sul, Gláucio Francisco Pereira Costa, acompanhado do diretor de Tráfego, Samuel Costa da Silva; o diretor de Transportes de Novo Hamburgo, Leandro de Bortoli; o presidente do Sindidorosul, Irineu Miritz Silva, acompanhado do diretor Arlindo Maciel Martins; o diretor da Empresa de Transporte Coletivo Viamão LTDA, Jackson Mattos da Rocha; e o presidente do Sindiônibus, Fabrício Schneider.

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