crise do coronavírus

A ’ideologia da ciência’: por que vacina funciona em Gravataí; Aviso aos 16 mil covidiotas

Com índice de 93,7% atingido neste sábado Gravataí é, entre os maiores municípios gaúchos, o que vacina com mais eficácia contra a covid-19. E, comemoremos: mesmo que ainda longe da ‘imunização de rebanho’ (ou 9 a cada 10 habitantes com duas doses), a ‘ideologia da ciência’ mostra que a vacina está funcionando.

Das 279.839 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, por meio do Governo do Estado, já foram aplicadas 174.094 primeiras doses, 81.918 segundas doses e 6.299 doses únicas.

O público atual é de 18 anos e a Pfizer foi antecipada de 12 para 10 semanas, como você acompanha diariamente nas redes sociais oficiais clicando aqui.

Significa que dos 283 mil habitantes, pelo menos 180 mil já receberam doses da vacina. Aplicadas todas se chegará a 192.521, de um público vacinável estimado em 200 mil pessoas.

Já no balanço da covid produzido nesta segunda-feira pelo Seguinte:, a média de casos, óbitos e internações bateu novo recorde positivo e caiu para os menores patamares de 2021 – justificando o fechamento do Hospital de Campanha na última sexta-feira, o que reportei em artigos como A Santa Casa chegou em Gravataí: nova emergência do Becker será mais moderna do RS; O ’câncer’ e a ’cura’.

Na ‘ideologia dos números’, no caso a ‘ideologia da ciência’, é inegável a força da vacina, já demonstrada no balanço do mês passado em 39 vidas foram perdidas, mas Gravataí tem menores índices do ano; Por que ainda não é hora da ’festa da covid’.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, já foram diagnosticados 23.407 infectados. Foram 368 nos primeiros 30 dias de agosto. Em julho foram 501. Em junho foram 1.183. A média diária caiu de 37.4 (junho) para 16.7 (julho) e 12.7 em agosto.

O número de óbitos chega a 895 neste dia 30 de agosto. Ainda foram lamentáveis 26 vidas perdidas no mês, média diária de 0.8. Mas em junho eram 2.3/dia e julho 1.3 a cada 24h.

Para efeitos de comparação, a média é a menor registrada nos 8 meses do ano. Em março, pior mês da pandemia, 6 vidas eram perdidas por dia.

Ao fim, a vacina está disponível a todo público vacinável – e funciona!

covidiotas ficam de fora.

Conforme pesquisa do Instituto Datafolha, 70% da população defende a obrigatoriedade da vacinação e 94% querem se vacinar contra a covid-19.

Mas 8% da população brasileira ainda se nega a tomar a vacina, 19% afirma que não tomará se a disponível não for a de sua preferência e 1% declarou ainda estar em dúvida.

Do público vacinável corresponderia a pelo menos 16 mil gravataienses negacionistas.

Deveriam ser processados e presos por crime contra saúde pública.

A Lei 13.979, de 6 de fevereiro de 2020 – que, dos Grandes Lances dos Piores Momentos, o deprimente da república editou, assinou e foi aprovada pelo Congresso Nacional – estabelece a vacinação compulsória.

Diz o artigo 3º, inciso 3, alínea d.

Recusar a vacina ou descumprir o que for determinado por força da própria lei remete ao artigo 268 do Código Penal, sobre "infringir determinação do poder público destinada a impedir a propagação de doença contagiosa".

Por analogia, é crime, com pena de detenção de um mês a um ano e multa.

Mas, rezem ao ‘deus do chip no dna’, negacionistas. Pelo que apurei com fontes ligadas ao governo, ninguém será vigiado e nem punido.

Nem será aprovado o projeto do ‘passaporte vacinal’ para bares, festas e eventos, que tratei em artigos como Projeto cria ’passaporte vacinal’ em Gravataí; Só vacinado no bar, no restaurante, na festa e na academia e Por que não incluir igrejas no ’passaporte vacinal’ em Gravataí; Amigos e inimigos da vida, gente sã e napoleões de hospício.

Gostei do prefeito Luiz Zaffalon (MDB) ter me enviado WhatsApp comemorando o índice de 93,7% de vacinas aplicado.

Só reafirma que negacionista não é – o que reputo motivo de comemoração, já que é o prefeito de uma cidade que, em 2018, deu 7 a cada 10 votos para Jair Bolsonaro; no 2º turno o seu, inclusive.

Obrigar a vacina já percebi que é pedir demais ao Zaffa. Mesmo que Nova Iorque tenha seu ‘passaporte vacinal’.

 

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